Vida CristãFrei AlmirSagrado Coração de Jesus › 03/06/2016

“O coração que não cabia no peito”, reflexão de hoje

sagrado_5Uma das mais belas solenidades do Senhor Jesus é certamente esta em que enaltecemos a generosidade de seu coração. Não nos cansamos de contemplar a fresta do peito aberto do Salvador. Seu coração grande e generoso não cabe em seu peito. Nesta bela solenidade sentimentos vários tomam conta de cada um dos discípulos do Senhor.

Ezequiel nos traça um belíssimo quadro de um pastor cheio de bondade. Imaginamos um homem relativamente jovem no auge de suas forças que é figura de Jesus de Nazaré, Jesus do peito aberto no alto da cruz: “Vou procurar minhas ovelhas. Tomarei conta delas. Vou resgatá-las dos lugares de nuvens, sombras e chuva. Vou levá-las a boas pastagens, repousarão em prados verdejantes. De modo especial vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a de perna quebrada, a doente. Vou cuidar também da ovelha gorda. Vou preparar para elas uma mesa diante do inimigo”.

Paulo nos encoraja: “A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores. Muito mais agora que já estamos justificados pelo sangue de Cristo”. Paulo recorda que o Espírito, como água, foi derramado em nossos corações. Esse Espírito nos lembra as façanhas amorosas de Deus em Jesus, nos faz corar de vergonha porque não agradecemos as finezas desse coração que amou até o fim.

Um Deus que faz festa quando busca a ovelha perdida: “Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria e, chegando à casa, reúne amigos e vizinhos e diz: Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida! Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.

Conclusão do Missal Dominical da Paulus:

“O homem traído, em geral se vinga. Deus também o faz, mas a seu modo. Mostra o maior amor misericordioso, isto é, um amor que se derrama exatamente onde há mais miséria, vai em busca de quem o abandonou, o ultrajou e o traiu. Só Deus sabe avaliar o mal que é o pecado e só ele, que é bondade e tudo pode, quer e pode libertar-nos. Tomando para si a imagem do pastor, Jesus afirmou que ele mesmo vai solicitamente em busca da ovelha desgarrada e a conduz ao ovil com alegria. No evangelho de Lucas, depois desta parábola segue-se a da moeda perdida e encontrada pela mulher que possuía apenas dez moedas e a do filho pródigo. A conclusão é sempre a mesma. Deus faz festa por um pecador que se converte, mais do que por muitos justos que não têm necessidade de converter-se. É o amor que se alegra em salvar; se alegra por ter salvo. Assim é o amor de Deus que se encarnou em Cristo. Devemos perguntar-nos a nós mesmos se procuramos nos aproximar daquele que nos ofendeu, apertar a mão de quem nos maltratou, abraçar como amigo alguém que nos traiu (p. 541).

Frei Almir Guimarães