A InstituiçãoNotícias › 11/01/2017

Curitiba: Nesta quinta começam as Missões Franciscanas

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Érika Augusto

São Paulo (SP) – Entre os dias 19 e 22 de janeiro, mais de 500 jovens participarão da 4ª edição das Missões Franciscanas da Juventude. A primeira edição aconteceu em 2014, na cidade de Ituporanga (SC), e contou com a presença de 90 jovens. O evento é promovido pelo SAV – Serviço de Animação Vocacional, em parceria com as paróquias franciscanas e grupos ligados ao carisma.

A cidade de Curitiba foi escolhida para sediar esta 4ª edição. Nos 4 dias de atividade, os jovens visitarão as famílias locais, farão atividades de voluntariado em escolas, hospitais, e também visitarão presídios e prostíbulos. O cuidado com o meio ambiente também será contemplado nas atividades realizadas, através do plantio de mudas de árvores. As Missões são um espaço de convivência, partilha e troca de experiências entre os jovens de toda a Província. É também um momento forte de espiritualidade e diálogo ecumênico – uma vez que jovens de diversas denominações cristãs são convidados a participar.

Uma das novidades para este ano foi o desenvolvimento de um aplicativo para smartphone, lançado oficialmente nesta semana, e está disponível por enquanto apenas para Android. Em breve será liberada a versão para IOS. Em entrevista, Frei Diego Melo, coordenador do SAV, fala sobre o aplicativo.

celularSite Franciscanos - Como nasceu a ideia de criar um aplicativo para as Missões?

Frei Diego - Durante uma das reuniões de preparação das Missões, enquanto tratávamos dos meios de divulgação e de como atingir o maior número de pessoas, os próprios jovens sugeriram a ideia de se fazer um aplicativo. E o mais legal é que esse aplicativo foi construído por muitas mãos e com as sugestões de muitos jovens, a começar pela Pamela Chiapetti que foi quem começou a desenvolvê-lo, contando com o precioso empenho e dedicação da Érika Augusto e também do Frei Augusto Gabriel, que são todos jovens que conhecem muito bem esse universo digital e que certamente fizeram com que esse aplicativo ficasse atrativo, leve e interativo.

Enfim, foi uma ideia nascida dos jovens, executada por eles e destinada para a própria juventude.

Site Franciscanos – Como você acha que este meio vai ajudar os jovens nas missões?

Frei Diego – Com o aplicativo das Missões, os jovens já chegarão em Curitiba sabendo do que se trata esse evento, conhecendo o histórico das demais edições, toda a programação, o que irão realizar e também um pouco mais da nossa espiritualidade franciscana.

Além disso, no aplicativo eles terão acesso a todo o subsídio necessário para a realização do seu trabalho missionário, como leituras bíblicas, rituais de bênçãos e sugestões de cantos para as visitas às famílias. Tudo isso ao alcance de um clique.

Por fim, o aplicativo quer ser também uma opção de formação, pois apresenta a história de São Francisco, Santa Clara e Santo Antônio, a explicação da saudação franciscana de Paz e bem, do Tau e de outros símbolos que são próprios da nossa espiritualidade, a apresentação das 3 Ordens Franciscanas etc. Há também um espaço vocacional, cujo objetivo é levar os jovens a questionarem-se vocacionalmente e oferecer um canal de diálogo e interação para tirarem suas dúvidas vocacionais, bem como, possivelmente, iniciarem um processo de acompanhamento personalizado.

Site Franciscanos - Como coordenador do SAV, qual a importância de atualizar a forma como falamos com os jovens?

Frei Diego – Quando falamos dos jovens de hoje, estamos nos referindo àqueles nascidos a partir da década de 90, denominados como Nativos Digitais, a Geração Z. São aqueles que têm suas vidas marcadas pela existência da internet, da conexão rápida, da quebra das barreiras do tempo e do espaço, da capacidade de executar várias funções ao mesmo tempo, da interatividade e do diálogo constante.

Desse modo, optando afetiva e efetivamente pelo trabalho com a juventude, penso que antes de tudo é preciso criar proximidade, empatia, comunhão, reciprocidade e diálogo. Para tanto, é preciso também saber dialogar com eles, descobrir a lógica que os conduz, entender suas formas de se relacionar e ajuda-los a perceber tudo o que os envolve como uma realidade teológica, como manifestação da presença de Deus. Assim, enquanto Igreja em saída, precisamos entender os sinais dos tempos e descobrir novos caminhos de comunhão e diálogo, de modo que é imprescindível que nos façamos presentes também nesse grande universo digital.

No entanto, temos consciência de que não basta simplesmente ocupar esses novos areópagos juvenis. É preciso ir além, criando também laços humanos de verdadeira comunhão e empatia, pois o virtual nunca pode substituir o real. Conforme nos lembra o Papa Francisco na sua Mensagem para o 48º Dia Mundial das Comunicações, “não basta circular pelas ‘estradas’ digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas”.

Portanto, acreditamos que o nosso Serviço de Animação Vocacional está descobrindo a importância de ocupar esses espaços digitais como uma possibilidade de diálogo com os jovens, mas sem jamais esquecer daquela acolhida calorosa que alegra, daquele olhar misericordioso que perdoa e daquele abraço fraterno que transmite ternura. Enfim, daquele contato humano que realmente nos torna próximo e cria laços de comunhão e fraternidade.

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