Vida CristãMeditação diária › 16/08/2017

Ponto de partida

Frase para refletir:

“Nunca perca de vista o seu ponto de partida” (Chiara D’Offruducci, ou Santa Clara de Assis, mística italiana, fundadora das irmãs Clarissas, 1194-1253).

medita_160817

Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece. É o primeiro não no sentido de uma sequência numérica, mas como princípio criativo de uma experiência única e especial, porém, cheia de sentido e significado para toda a vida da pessoa. Enquanto princípio, ele se conserva do início ao fim como o mesmo, como o original da existência humana. Tudo o que vem depois, passe o tempo que passar, custe o que custar, aconteça o que acontecer, venha o que vier, tem sua força, sua dependência, seu sustento, seu crescimento e sua consumação nesse princípio.

Santa Clara chamava esse princípio de ponto de partida, por ser o ponto onde tudo de bom, amável e perfeito, foi se fazendo ao longo de sua existência. Ou seja, tal ponto era uma espécie de fonte, de móvel, de inspiração, e a razão de ser de tudo o que se sucedeu em sua vida. Para isso é importante pensar esse ponto de partida não como um princípio do sistema de causa e efeito, em que algo é desencadeado e vai pra frente, sempre pra frente, deixando para trás o que já foi.

Ponto de partida aqui é o ponto onde tudo se dá, se firma e afirma, se cria e se renova continuamente. Nesse movimento não é para frente que se vai, deixando algo para trás, mas para o fundo e para a fonte de tudo o que há e que possa vir a ser. Não perder de vista esse ponto de partida é ficar de olho o tempo todo no seu lance e deslanche, no seu movimento de criação e recriação, para, assim, se deixar ser atingido, inspirado, e conduzido por ele. É fazer dele o próprio fundamento de nossa existência. Por sua vez, só perde de vista esse ponto quem olha para si e se faz de fundamento das coisas, tal qual Pedro quando viu Jesus andando sobre as águas e pediu para ir até Ele, mas abandonou o olhar para o mestre para fixar em si mesmo. Mudou o foco (o ponto) e perdeu-se no olhar (daí afundou).

Sendo assim, o nosso ponto de partida precisa ser algo onde toda a nossa vida tenha a sua dependência, seu sentido, sua razão de ser, e seu fundamento maior. Pois sem isso, nada em nós nasce se desenvolve e se matura com solidez e perfeição. Precisamos de um ponto de partida para construir, fazer crescer de forma livre, forte, e segura a nossa existência. Para Santa Clara esse ponto de partida era o toque e o chamado da Graça Divina, em Jesus Cristo, que fez principiar, crescer, aperfeiçoar e tornar plena toda a sua vida religiosa até o cume da santidade. Para nós, também, se não for o mesmo toque da Graça Divina, Talvez percamos de vista o próprio sentido da vida, e criemos outros fundamentos que jamais darão a partida para nosso crescimento e realização. Apenas nos deixarão patinando sem sair do lugar, na triste e eterna sensação de frustração de não avançarmos interior e exteriormente na grande aventura da vida.

Bom dia! Bom trabalho!

Reflexão feita por José Irineu Nenevê


Links:
Facebook: http://www.facebook.com/bomdiaebomtrabalho
twitter: http://twitter.com/irineuneneve
Blog: https://bomdiaebomtrabalho.wordpress.com/
Leia o Livro: BOM DIA E BOM TRABALHO, sabedoria para todos os dias. Ed VOZES.