Como Francisco restabeleceu a paz em Arezzo

Chegando, certa vez, em Arezzo, São Francisco e Frei Silvestre, depararam com um grande escândalo: a cidade estava afogada numa terrível luta interna. Quase toda a cidade estava dividida em duas facções que, há muito tempo, com ódio, se degladiavam dia e noite. Abrigou-se o bem-aventurado Francisco num hospital dos arredores. Ao ouvir o tumulto e gritaria que não paravam, parecia-lhes que os demônios exultavam com aquelas discórdias, e instigavam os habitantes a destruir a cidade pelo fogo e outras calamidades.

Movido de compaixão por aquela cidade, dirigiu-se a Frei Silvestre, homem de Deus, sacerdote de sólida fé, de admirável simplicidade e pureza, nestes termos: “Vai em frente da porta da cidade e, o mais alto que possas, ordena que os demônios saiam dela”.

Dirigiu-se Frei Silvestre à porta da cidade e, a plenos pulmões, gritou: “Bendito e louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Da parte de Deus todo poderoso e em virtude da obediência devida a nosso Pai Francisco, imponho a todos os demônios que abandonem a cidade!”

Assim foi que, pouco depois, graças à misericórdia de Deus e à oração do bem-aventurado Francisco, sem mais pregação, a paz e a concórdia voltaram a reinar entre os habitantes. A cidade tratou de preservar com grande tranqüilidade os direitos dos cidadãos (LP 81; 2C 108: LM VI 9)