Vida CristãReflexões › 25/10/2011

Natal

NATAL O NASCIMENTO DO SENHOR
“Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”!

Natal Deus se comunica!
Deus não quis permanecer só em seu indecifrável
mistério. Não quis ficar isolado na sua inacessível
onipotência. Quis mostrar-se, fazer-se presente,
de um modo pleno e definitivo. Foi do seu desejo
estabelecer uma comunhão conosco. Por isso veio a nós! Penetrou na fragilidade da criação. Ele quis nos
presentear. Não com um presente qualquer, uma sobra,
algo que não mais lhe fazia falta… Deus presenteia nada
mais nada menos do que a si mesmo.
Veio ao encontro de uma criatura especial, capaz de recebê-lo. Para poder se dar, precisa de alguém que
possa receber. Este alguém é o ser humano.
O homem é o receptáculo de Deus. Nossa vida
somente encontra sentido e verdadeira realização
quando é capaz de receber e hospedar a Deus.

NATAL – Deus se fez homem!

Assume o homem na sua totalidade, na realidade
e condição que ele mesmo é.
Assume o homem que:

– Cresce;

– Aprende;

– Pergunta e responde;

– Tem história, conquistas e derrotas;

– Tem uma raça, religião, pátria e costumes…

– Um homem que trabalha;

– Que ama, é amigo;

– Conhece preocupações, medo, angústia, traumas;

– Perigo, a sede e a fome..

– A saudade, a distância, a tentação, o abandono, a incompreensão, solidão, finitude e morte. Enfim…

– Deus assume o homem por inteiro: menos no pecado, na ingratidão e indiferença.

A dimensão cósmica do Natal:

“Alegres pelo nascimento de Cristo, as montanhas e as colinas se inclinam e os elementos do mundo, num inefável gozo, executam neste dia uma melodia sublime”
(PL 86, 118 – Liturgia Antiga)

“Deus em seu Filho que nasce, enobrece toda a criação, fazendo-a divina… (St. Atanásio). Há, pois, um caráter filial e fraternal em toda a criação. Em Cristo, somos irmãos de todas as coisas… o mundo foi visitado definitivamente por Deus. A criação se alegra, canta e se extasia com o Hóspede divino.

Demos, neste dia santo, água às nossas flores. Tratemos bem nossos animais. Saudemos a natureza de nossas janelas. Pisemos com cuidado o chão dos nossos caminhos para não atropelarmos nenhuma vida. Todos somos cristificados. Somos irmãos. E o irmãos se tratam com carinho e cortesia.

“Demo-nos presentes porque Deus nos deu um presente
sem preço: deu-se a si mesmo num menino!”

São Francisco queria, neste dia em que o Verbo se fez carne, que todos comessem carne fartamente. Que se jogassem sementes pelas estradas para que as aves tivessem com que comer. Que aqueles que possuíssem um asno e um boi lhes dessem muita forragem. Porque na noite santa do Natal, a Virgem colocou seu gracioso Menino entre o asno e o boi. Que todos se lembrassem de que somos irmãos uns dos outros e que se presenteassem mutuamente.

“O Natal ensina que o homem chegou em Deus porque Deus chegou primeiro ao homem. E Deus chegou ao homem porque havia, feita por Deus mesmo, uma abertura infinita nele. Ele era um vazio à espera de uma plenitude. Eis que com a encarnação de Deus a abertura se plenificou e o vazio se saciou. Assim, o homem tornou-se Deus porque Deus se tornou homem. É a encarnação! “Na realidade, o mistério do homem só se ilumina verdadeiramente no mistério do verbo encarnado… Cristo manifesta plenamente o homem ao próprio homem e lhe descobre a sua altíssima vocação”
(Gaudium et Spes, 22).

“Sempre haverá uma estrela
no caminho de quem procura.
Importa procurar…”

Símbolos natalinos

Presépio - Palavra hebraica que significa manjedoura, estábulo.

Boi e jumento - Imagem presente nos escritos apócrifos. No imaginário popular, estes animais representam o calor da criação que quer ver vivo tudo o que nasce e deve viver.

Anjos cantores - Anunciam uma boa notícia: “Glória no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade”. Mensageiros dos céus que confirmam o nascimento do Filho de Deus. Os traços infantis dos anjos representam, na tradição cristã do Natal, sinal de pureza e inocência.

Estrela - Tem 4 pontas e 1 cauda luminosa. As 4 pontas representam as 4 direções da terra: norte, sul, este e oeste, de onde vêm os homens para adorar a grande luz que é o Filho de Deus. Lembra que Ele veio para todos.

Os três Reis Magos - Receberam nomes populares: Baltazar (deformação de Baal-Shur-Usur-Baal, que protege a vida do rei), Belquior e Gaspar. Eles trazem ouro, incenso e mirra para o Menino Rei, Deus e Salvador. Significam três grandes dimensões do ser humano: espírito, corpo e coração. No século XV, lhes são atribuídas etnias: Belquior (ou Melchior) passa a ser da raça branca; Gaspar, amarelo, e Baltazar, negro, para simbolizar o conjunto da humanidade que vê e conhece o Salvador.

Pinheiro de Natal - Da tradição medievais, de fundo cristão, que reúne dois símbolos religiosos: a luz e a vida. Faziam alusão ao Paraíso, representado plasticamente por uma árvore carregada de frutos. Representa a fecundidade.

Bolas coloridas - Simbolizam os frutos, dons maravilhosos daquela árvore viva que é Jesus. São as boas ações daqueles que vivem em Jesus e como Jesus.

Velas - Na chama da vela estão presentes todas as forças da natureza. Vela acesa é símbolo de individuação dos anos vividos. Tantas velas, tantos anos. E um sopro pode apagá-las para que de novo possamos reacendê-las no ano vindouro. Para os cristãos, as velas simbolizam a fé e o amor consumido em favor da causa do Reino de Deus. Velas são como vidas entregues para viver.

Sinos natalinos - As renas carregam sinos de anúncio e de convocação. Os sinos simbolizam o respeito ao chamado divino e evocam, quando presos em torres, tudo o que está suspenso entre o céu e a terra, e portanto, são o ponto de comunicação entre ambos.

Cartões, presentes e ceia de Natal - A ceia nos lembra o ato dde Amor de Jesus. Lembra também nossa origem judaica enquanto religião que celebra a fé em torno de uma mesa de família.

Criação e impressão feita pela Pró-Reitoria Comunitária da Universidade São Francisco