Vida CristãSantos franciscanos › 02/01/2018

São Martinho da Ascensão

Mártir no Japão, sacerdote da Ordem Primeira (1567-1597). Canonizado por Pio IX a 08 de junho de 1862.

A 05 de fevereiro de 1597, em Nagazaki, morreram crucificados seis religiosos Frades Menores e dezessete terciários franciscanos. Era o final de um longo calvário, que se alastrou por cidades e regiões, entre suplícios de todo gênero, acolhimentos triunfais por parte dos cristãos e pagãos. Apesar da natureza da perseguição contra a Igreja, desencadeada pela instigação dos bonzos, não se fechou a época da assombrosa difusão do cristianismo no Japão.

Martinho da Ascenção nasceu da família Loinez de Beasáin, perto de Pamplona (Espanha) em 1567. Aos quinze anos foi enviado por sua família a Alcalá para estudar filosofia e teologia. Mas em 1585, pediu para ser admitido na Ordem dos Frades Menores no convento de Augnon. Feita a profissão solene, no ano seguinte foi enviado ao convento de São Bernardino de Madri, onde viveu exemplarmente entre penitências e mortificações. Ordenado sacerdote, solicitou ir para as missões e, do convento de S. Ângelo de Alcalá, foi enviado para o México (1590), onde ensinou filosofia e teologia no convento de Churubusco. Logo foi enviado para as Filipinas, lecionando em Luzón. Em 1595, Frei Martinho, junto com seu aluno Francisco Blanco, foi enviado para as missões no Japão.

Em Meaco, perto de Osaka, exerceu o ofício de guardião e desempenhou grande atividade apostólica. Ao fim do mesmo ano desencadeou grande atividade apostólica. Ao fim do mesmo desencadeou a perseguição e Martinho foi arrastado com três terciários franciscanos: Joaquim Saccakibara, Tomás e Antônio Kosaki, respectivamente de 15 e 13 anos.

Com os Jesuítas Santiago Kisai, Paulo Miki e João Soan de Goto foram levados a Meaco, onde outros cristãos já se encontravam presos. Cortaram-lhes a orelha esquerda e logo foram expostos às zombarias do povo das cidades por onde passavam a caminho de Nagazaki. Ali foram crucificados com outros 25 companheiros. Morreu rezando o salmo 116, “Louvai o Senhor todos os povos”.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Edição Porziuncola