Vida CristãSantos franciscanos › 27/04/2017

Santa Zita de Lucca

(1218-1278) Empregada doméstica – Ordem Franciscana Terceira. Canonizada em 1696.

Santa Zita nasceu em 1218, na época ainda de São Francisco, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister e seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade.

Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer.

Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade divina tornara-se para ela quase uma obsessão.

Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento converteu-se em flores.

Conta-se ainda que certo dia foi dar esmola a um necessitado, durante o seu tempo de trabalho. Vizinhos, tendo sido testemunhas desta “infração”, vieram logo avisar a família Fatinelli, para quem Zita trabalhava. A dona da casa foi à cozinha, para averiguar se havia atraso no afazeres e, ó milagre, alguns Anjos estavam ocupados a fazer aquilo que Zita deveria ter feito durante o tempo em que foi fazer obra de caridade. Daí em diante, nunca mais foi impedida de seguir os seus instintos caritativos.

Um outro fato que sobre ela se conta igualmente é o seguinte:

Durante um período de grande fome que assolou a região, Zita continou a praticar a caridade a que estava habituado, utilizando mesmo o que estava armazenado nos celeiros de seus patrões. Uma vez mais foi acusada, mas quando os seus patrões foram verificar os celeiros, ficaram admirados de os encontrar repletos: nada lá faltava.

Na hora da morte — aos 60 anos — tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Partiu para o Céu no dia 27 de Abril de 1278. O seu corpo é venerado na igreja de São  Fredaino, em Lucca, Itália. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

Bem-aventurado Tiago de Bitetto

Religioso da Primeira Ordem (1400-1490). Clemente XI aprovou seu culto.

Embora natural da Dalmácia, razão pela qual às vezes é denominado também de “o Eslavo” ou “o Ilíríco”, o Beato Tiago passou a maior parte de sua existência na costa oposta do Adriático onde se tornou irmão leigo dos Frades Menores da Observância, em Bitetto, pequena cidade situada a nove milhas de Bari.

Alcançou grande santidade através de uma vida de humildade e de abnegação de si mesmo e de contemplação. Deus o favoreceu com o espírito de profecia, segundo o depoimento de um de seus confrades no processo de beatificação. Em diversas ocasiões foi visto elevado acima do chão, absorto em oração.

Durante alguns anos trabalhou como cozinheiro em outra casa da Ordem, em Conversano. A vista do fogo da cozinha levava-o, às vezes, a contemplar as chamas do inferno, e em outras ocasiões a alçar-se até o mais alto dos céus e deter-se no fogo devorador do amor eterno.

Muitas vezes caía em êxtase, enquanto executava o seu trabalho, e permanecia imóvel e absorto em Deus. Posteriormente foi transferido de volta a Bitetto, onde terminou o curso de sua vida. Muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão. No jardim do convento de Bitetto havia um pé de junípero plantado por ele e cujos frutos, afirmava-se, possuíam propriedades curativas. Tiago foi beatificado pelo Papa Inocêncio XII.

As informações sobre Tiago de Bitetto estão contidas em Acta Sanctorum, abril, vol. III