Vida CristãSantos franciscanos › 10/05/2017

São Félix de Nicosia

Religioso da Primeira Ordem (1715-1787). Seu culto foi aprovado por Leão XIII no dia 12 de fevereiro de 1888.

Bem-aventurado Félix de Nicosia nasceu em Nicosia, na Sicília, a 5 de novembro de 1715, recebendo no batismo o nome de Tiago Amoroso. Filho de família pobre, aprendeu muito cedo a arte de sapateiro, exercendo depois tal ofício, até à idade de 28 anos. Foi, deste modo, a principal fonte de sustento para sua família.

Entrou muito novo para a Ordem Franciscana Secular. Após muitas recusas, ao atingir a idade de 28 anos, foi recebido pelos Capuchinhos. Desde o início, manifestou exemplo admirável de santidade, obediência, mansidão, espírito quase inaudito de penitência. A devoção à Eucaristia, à Imaculada Conceição e a São Francisco foi a grande luz da sua vida.

Após o noviciado, foi destinado ao Convento de Nicosia, sua terra, sendo ali encarregado da horta, cozinheiro, sapateiro, enfermeiro, porteiro e, sobretudo, esmoleiro até ao dia da sua morte. Tendo crescido numa família muito modesta e humilde, onde a virtude era tida em grande consideração, Frei Félix sempre se notabilizou pela pureza de costumes. Aceitou, com resignação, as grandes humilhações que o guardião lhe impôs, quase sistematicamente, para experimentar a sua humildade.

Submeteu-se voluntariamente a jejuns, vigílias e às mais rigorosas penitências que ele unia às que lhe impunham os superiores ou as que constavam na Regra. Nos seus contatos diários com o povo, era generoso em dar bons conselhos. Realizou prodígios que lhe mereceram a fama de taumaturgo. Nutria amor intenso a Nossa Senhora das Dores. Grande parte da noite permanecia diante do Santíssimo. Considerava-se verdadeiramente feliz na sua vocação. No convento era notado, sobretudo, pela obediência. Foi conselheiro espiritual, guia e diretor de almas simples e também de sábios e eclesiásticos. Teve o dom da profecia e realizou numerosos milagres.

Tinha 72 anos e estava em agonia. Era o dia 31 de maio de 1787. Pediu a presença do seu guardião. Que desejas? – perguntou-lhe o guardião; queres a bênção dos moribundos? Também! – respondeu Frei Félix. Mas, antes disso, meu guardião, peço a obediência não somente para viver, mas também para morrer. Esta era a grande lição que o nosso santo deixava aos Capuchinhos do Convento de Nicosia. Pouco depois o Senhor chamava-o. Temos muito a prender deste irmão capuchinho de alforje aos ombros.

A 12 de Fevereiro de 1888, o Papa Leão XIII beatificou-o, em São Pedro, no Vaticano. Foi canonizado por Bento XVI aos 23 de outubro de 2005.