O mundo pós-moderno: reflexões do mundo em que vivemos
Dra. Marilene Cabello Di Flora
Por Bruno Tadeu de Oliveira Santos, especial para este site
Agudos (SP) - Na tarde da segunda-feira, 23 de julho, o Seminário Santo Antônio recebeu as professoras da Universidade do Sagrado Coração, de Bauru, Dra. Marilene Cabello Di Flora, socióloga, e Sônia Maria Alves Paschoal, psicóloga, para uma riquíssima palestra sobre o mundo pós-moderno, seus problemas,desafios e questionamentos.
As expositoras com bastante convicção abordaram diferentes campos da temática desde os aspectos históricos, a ideologia, manifestações e influências visíveis de como a cultura pós-moderna se manifesta nos dias atuais nas mais variadas esferas sociais, sobretudo, através da dialética do consumismo que assola a realidade.
Dentro da proposta a partir da psicologia foi feita uma reflexão de como o jovem é afetado e sofre negativamente os reflexos desta sociedade, de forma dinâmica as professoras esclareceram várias questões a cerca do assunto. Houve um positivo envolvimento dos ouvintes e boa participação.
Acompanhe a opinião das pesquisadoras a cerca dos temas propostos
Dra. Marilene Cabello Di Flora
Globalização, Cultura e Educação
“O mundo hoje é organizado internacionalmente através de blocos, a realidade capitalista é quem dita as regras, o Brasil está inserido no bloco ocidental e é evidente neste a globalização que significa divisão internacional do trabalho.Este mundo não prevê nenhum nacionalismo e é composto por aqueles que têm o capital, ou seja, uma hegemonia o grupo que possui mais destaque é o G8 um grupo internacional que reúne os sete países mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo e a Rússia. Todos os países se dizem nações democráticas: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá ,bem como Rússia. Porém, na realidade destes países não se pode excluir a existência de alguns contrastes entre ricos e pobres. Todos esse fatos geram enormes efeitos em todo o mundo e nosso país não está fora desse jogo,nosso povo aos poucos perde a identidade anulando seus traços culturais próprios influenciado por essa mentalidade, existe até célebre frase: antes de ser brasileiro eu sou é capitalista ,é um movimento que acontece nas altas cúpulas econômicas e atinge todas as realidades, nas mais diversas instituições e inclusive no sistema educacional a dialética do capitalismo transforma a educação em objeto de consumo desse mercado e faz ela se gerir a partir de sua lógica: preço, competividade, lucro, tecnologia,” qualidade”, informatização faltando por outro lado, a ética, a humanizaçãoe formação de opnião crítica.”
EducaçãoxCapitalismo
“Muitas instituições educativas tomam formato de verdadeiras empresas, prova disso são as batalhas que vemos no oferecimento de ofertas e condições de se obter um curso buscam formar profissionais em curto período e instantaneamente lançá-los ao mercado, o tempo e experiência que são fundamentais no processo de aprendizado são substituídos por um conhecimento técnico muito superficial, a humanização do ensino é descartada.“
Coletividade e mobilização
“O modelo de organização coletiva cada vez mais perde força em razão do individualismo e egocêntrismo trazido pelo capitalismo, os laços se dissolvem e por conseqüência é perdida a força de mobilização e repercursão de reinvindicações. “
Religião
“ A religião enfrenta diversos embates em meio a cultura pós moderna, a idéia de compromisso,de eternidade e sobretudo fidelidade é questionada pois soa como ultrapassada para um modelo de organização que não compreende bem a dimensão transcendete do homem”
Passividade
“A população brasileira ainda vive uma morbidez pós-ditadura, atualmente os movimentos sociais agem e não possuem grande credibilidade por parte da imprensa, a geração atual vive esse reflexo muitos jovens são educados sem essa consciência
Sônia Maria Alves Paschoal
Sônia Maria Alves Paschoal
Ensino manipulado
“A massificação da educação da população é uma forma de imposição sem fronteiras, que produz cidadãos correspondendo aos anseios e requisitos do mercado o indivíduo é feito objeto de consumo e o que menos se prioriza é o aprendizado.”
Relacionamentos humanos
“Cada vez mais os relacionamentos interpessoais se diluem vivemos a era onde a afetividade é tratada como “fast-food”. A compreensão de amor entre indivíduos é sufocada por um sentimento imediatista. Criou-se uma subjetividade fragmentada, marcada por relações meramente superficiais cultiva-se apenas o momento presente sem se medir danos e compreender a dignidade do outro como algo amplo. Cabe a nós um questionamento sobre este modelo relacioamento descartável”
Felicidade
“O conceito de felicidade é compreendido numa ótica consumista: poder comprar e consumir, é preciso redescobrir seu verdadeiro significado sair de uma pobre materialidade.”
Desafios ao jovem
“O jovem do mundo pós moderno vê-se em meio a diversas manifestações tendenciosas, principalmente por parte da mídia, às vezes inconscientemente é levado a negar sua convicções próprias e enquadrar-se num padrão consumista totalmente negativo”
Persuasão
“A medida em que usamos os recursos da mídia como mediação para debates e reflexão encontraremos soluções para reestruturação de nossa cultura, não podemos se radicais eliminado o uso por exemplo da televisão e internet, devemos sim fazer destes meios exponenciais de uma transformação.”