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Agudos, 06/01/2009, 08:21





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Eia sus, mocidade esportista,
Ó cruzado da invicta Rainha!
No torneio do ideal à conquista,
De batalha formamos a linha!

Que voz é esta que domina hoje a amplidão do espaço? Que novos hinos, que novos cantos, que nova vida vem despertar o entusiasmo de nossa juventude, o ardor de nossa mocidade? Que voz é esta? É a voz do MECIR, é o hino do MECIR, é o MECIR que surge cheio de vida, a despertar energias, criar novas forças, semear alegrias. É o MECIR, são os Cruzados da Invicta Rainha, que, lanças em riste, formados para o torneio, dispõe-se para a batalha. E que batalha? Vejamos: São cruzados, Cristãos e franciscanos. Cristão, são guerreiros do reino de Cristo; cruzados e franciscanos, são cavaleiros que intrépidos e audaciosos procuram gloria para a sua dama e Protetora. Para consegui-lo, Adestram-se no manejo das almas, nos exercícios do corpo e na formação do caráter. Aqui está a grande batalha para qual o MECIR hoje nos convida, dando-nos a garantia da proteção e do amor da invicta Rainha. É a voz do MECIR.

Mocidade, vigor, fidalguia,
Eis as armas dos jovens Cruzados!
Nas pelejas teremos por guia
Da Rainha o amor dedicado!

Sim, mocidade em todas as atitudes: mocidade em nossas relações para com Deus, mocidade em nossos estudos, mocidade em nossos jogos, mocidade em nossas lutas. E mocidade é vida é frescor, é boa vontade, é expressão e alegria! O jovem Cruzado deve ser vigoroso no corpo e na alma. É o que pede o MECIR:

O exercício constante e sadio
É o dever do cruzado ardoroso;
Tempestades, tormentas nem frio,
Nos quebrante o vigor valoroso.

Venham às tempestades das paixões, as tormentas insidiosas da tentação, o frio do desânimo e do indiferentismo, permaneça inconcusso o vigor do Cruzado. É um dever de honra, pois ele está sob as vistas da Invicta Rainha, cuja invencibilidade repousa em suas mãos, e depende inteiramente do vigor de suas forças morais e físicas. O Cruzado é cavaleiro, e preferirá perecer nas lutas a manchar o nome de sua Dama e Protetora. É um dever do cavaleiro, um gesto de fidalguia:

Ao servir nossa Invicta Rainha
Oh, façamos com sã fidalguia!
Não percamos jamais nossa linha,
Olhos fixos no amor que nos guia!

Jamais perca o Cruzado sua linha de conduta! Saiba vencer com fidalguia e perder com honrosamente! Só assim salvaguardará o nome de sua Dama e Senhora, cujos olhos passam sempre sobre seus valentes cruzados, comunicando-lhes os desejos de seu coração, o desejo de sua maternal solicitude e o calor de seu grande amor!
Portanto jovens cruzados, sede dignos imitadores de vosso Pai São Francisco, sede cavaleiros de sua têmpera, destemidos e apenas preocupados com um único dever: Servir a Invicta Rainha.
Cruzados, atentei! É a vos MECIR:

Eia sus, mocidade esportista,
Ò cruzado da invicta Rainha!
No torneio do ideal à conquista,
De batalha formamos a linha!

O temperamento se lhe torna vivo e excitado. E o espírito jovial e alegre. Porém se em sua expansão o jovem não lutar com a procela que se desencadeia sobre ele impiedosamente, dar-se-á o mesmo que se deu com a natureza. Mas se combater heroicamente vencerá, seu esforço será coroado e quando já velho encanecido poderá olhar com satisfação com a juventude que passou e dizer como disse Bilac em um dos seus sonetos maravilhosos:

"Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos
Dando sombra e consolo aos que padecem!"

(Texto retirado da abertura da primeira edição do O Cruzado)

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