SOMOS O NOVO POVO DE DEUS
27º DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO A – Mt 21,33-43

Jesus, sendo questionado pela delegação oficial do Grande Conselho de Jerusalém - “príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo” - com que autoridade tomava certas atitudes (v. 23), contesta com soberania, narrando a parábola dos vinhateiros homicidas.
Esta parábola encerra o ajuste de contas com o judaísmo descrente da época. Exemplifica, numa perspectiva histórico-teológica, a substituição do Velho pelo Novo Povo de Deus. Jesus cita “o cântico da vinha” do profeta Isaías (Is 5,1-7), bem conhecido pelos judeus.
No cântico, Deus é o dono que plantou a vinha. A vinha é o povo de Israel. Deus, em seu amor, “cercou a vinha com uma sebe” para protegê-la da invasão dos povos pagãos, “cavou um lagar” para espremer as uvas, símbolo dos sacrifícios antigos “e construiu uma torre” para impedir a entrada de ladrões, símbolo da vigilância amorosa de Deus sobre o seu povo. “Os vinhateiros, a quem entregou os cuidados da vinha”, simbolizam os líderes e os chefes de Israel, que se portam de um modo vil e rancoroso (v. 33).
“Chegada a época da colheita, o dono enviou os seus servos aos vinhateiros para receberem os seus frutos” (v. 34-36). Os servos simbolizam os profetas enviados para reconduzir o povo para Deus, e para manter viva a chama do amor de Deus no cumprimento da Lei, mas eles eram espancados, apedrejados e mortos (v. 35).
“Por fim, enviou-lhes o seu filho, imaginando: “Irão poupar meu filho” (v. 37). Entretanto, o filho é levado para fora da vinha e é morto pelos vinhateiros homicidas, prefigurando a morte de Jesus, o Filho de Deus, fora dos muros da cidade (v. 39).
Pergunta Jesus: “Quando vier o dono da vinha o que irá fazer com esses vinhateiros?” Responderam-lhe: “Os vinhateiros serão castigados e a vinha será entregue a outros vinhateiros, que entregarão os frutos no tempo devido” (v. 41).
Afirma Jesus: “O Reino de Deus vos será tirado e confiado a um povo que produza seus frutos” (v. 43).
A rebeldia do povo eleito não frustrará o plano de Deus. Na História, a morte de Jesus, a pedra rejeitada, abre uma nova etapa: Jesus Cristo, morto e ressuscitado, torna-se a Pedra Angular do grande Edifício da sua Igreja.
* Senhor, somos hoje a tua vinha. És a Pedra Angular sobre a qual edificamos a nossa vida. És a resposta para os anseios mais profundos de nossos corações. Fica sempre conosco, Senhor, para que possamos produzir frutos em abundância. AMÉM. ASSIM SEJA.
* * *
Somos o Novo Povo de Deus! Como vivo o meu batismo? Qual a minha participação na vinha do Senhor? Coloco a minha “pedra”, por menor que seja, na edificação do Reino de Deus? O que faço em defesa da vinha do Senhor? Procuro conscientizar as pessoas da necessidade de fazer alguma coisa em defesa da vinha do Senhor através da mídia e dos meios de comunicação?
Frei Floriano Surian, ofm
fsurian@radnet.com.br
Maria Arieta, ofs
arieta@radnet.com.br
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