DEUS SE REVELA AOS PEQUENINOS
14º DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO A – Mt 11,25-30

Jesus sempre se dirigia ao Pai num tom carinhoso: familiar e acolhedor: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra” (v. 25).
Entretanto, neste trecho do Evangelho, Jesus expressa que o Pai, tão carinhoso e acolhedor, é o mesmo poderoso Criador que “No princípio, criou do nada, o céu e a terra: o Universo” (Gn 1,1), e continua a criá-lo através dos tempos. Não há um outro deus ao lado dele. Deus é o único e o supremo Senhor do Universo.
Jesus toca no ponto central de toda a sua pregação: Deus é seu Pai e, através dessa paternidade, é Pai de todos os que têm fé em Jesus. Jesus não escolhe sábios e cientistas, intelectuais, para revelar “as coisas”, os mistérios do Reino: “Porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos” (v. 25).
Deus quer ensinar o caminho para chegar até ele: simplicidade e humildade. Deus escolhe seus discípulos entre “os pequeninos”, isto é, entre os que têm o coração ocupado, com “as coisas” do Reino: que acolhem a mensagem de Jesus. São os pobres em espírito, os enjeitados e desprezados pelo mundo, libertos dos bens terrenos, do apego às preocupações, à reputação, enfim, a todos os interesses que impedem de cumprir a vontade de Deus.
“Tudo me foi entregue por meu Pai” (v. 27). Revela as profundezas do mistério divino, a identificação do agir do Filho com o Pai. “E ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (v. 27).
Conhecer significa a mais íntima familiaridade: o amor. E’ a única passagem dos Evangelhos sinópticos em que a filiação divina do Messias é apresentada de modo tão claro. Jesus e o Pai são um em seu recíproco amor. E faz parte da Missão de Jesus passar adiante o conhecimento do Pai e o seu Plano de Amor porque tudo lhe foi entregue para participá-lo a quem ele o quiser revelar.
“Vinde a mim todos os que estais cansados. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (v. 28). O jugo de Jesus - observar seus mandamentos - não é pesado, é simples e só conhece duas condições: dedicação e amor e corresponde às exigências do coração.
* Pai amado, que eu tenha um coração simples e humilde para que, no teu amor, eu aceite o jugo de cada dia, observando os teus mandamentos, para que tudo se transforme em consolação, alegria e paz de espírito. Por Cristo no amor do Espírito Santo. AMÉM. ASSIM SEJA.
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Creio que Deus é meu Pai e me ama? Por que será que Deus tem uma predileção especial justamente por aqueles que nada valem aos olhos do mundo? Procuro cumprir com alegria a vontade de Deus nas obrigações cansativas do dia a dia? Como aceito e vivo o meu “jugo”? Por que será que Jesus dedicou a primeira bem-aventurança aos “pobres em espírito”? Meu Deus e meu tudo!
Em ação de graças pelos 44 anos de casamento de Ilma e Danilo Ramos
Frei Floriano Surian, ofm
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Maria Arieta, ofs
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