NA MESSE DO SENHOR QUERO SER TRIGO E NÃO JOIO
16º DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO A – MT 13,24-43

Contada por Jesus, devemos imaginar ao vivo a parábola do joio, plantado pelo inimigo no meio do trigo (v. 24-30); ela nos leva a refletir como Deus é sempre paciente para conosco.
Deus não tem pressa. O Reino de Deus não atingirá seu apogeu de um momento para o outro. Deus sabe esperar! Respeita a liberdade do homem. O pecador de hoje ainda pode tornar-se trigo, o santo de amanhã. Saulo era joio e, correspondendo à graça de Deus, tornou-se o grande apóstolo Paulo.
Nós temos a tendência de dividir a humanidade em dois grupos: os bons e os maus. No Reino de Deus, inaugurado por Jesus, não há essa dupla classificação. Jesus vem, não como juiz, mas como Pastor Universal; vem, antes de tudo, para os pecadores. Ele não exclui ninguém do Reino, todos são chamados e todos aí podem entrar. Crescem juntos o joio e o trigo: o bom e o mau. “Porque Deus faz nascer seu sol sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45).
Torna-se difícil para nós, vendo tanta calamidade, corrupção e miséria, ao nosso derredor, conformarmo-nos com a situação atual do mundo, parecendo-nos, quantas vezes, que o mal é o vencedor. É uma interrogação contínua, tentando abalar nossa confiança no amor misericordioso de Deus. Nossa vontade seria de pôr logo ordem em tudo. Entretanto, Deus é paciente, respeita as etapas do crescimento tanto do homem quanto do Reino de Deus. O Reino de Deus cresce sem cessar em direção à sua gloriosa consumação.
A parábola do grão de mostarda (v. 31-32), a menor das sementes, esclarece como de um nada, de uma sementinha mínima, Deus realiza o seu Reino, árvore frondosa e acolhedora, grande o suficiente para acolher todos os povos da terra.
A parábola do fermento (v. 33). Como a semente, o fermento contém em si mesmo uma força interna que leveda toda a massa e a faz crescer. Assim é a força de expansão do Reino que está cheio da força vital de Deus. Levantará o mundo como o fermento colocado na massa; crescerá pelo próprio poder, como a semente.
“Somos um povo santo e pecador”. Devemos irradiar o bem, levando à perfeição a lei do amor. Conviver com o mal perseverando no bem sem desanimar, eis a virtude da paciência!
* Quero ser trigo e não joio, ó Pai! Quero lançar sementes do teu Reino pelo mundo afora! Quero ajudar a elevar o mundo, anunciando teu Reino de Amor, de Justiça e de Paz! AMÉM. ASSIM SEJA.
* * *
No meu viver, sou joio ou trigo? Como aceito quem é limitado ou mau? Sou intolerante e agressivo? Sou passivo? Ou paciente e acolhedor? Respeito as etapas de crescimento e amadurecimento de meu próximo? Procuro meios de fazê-lo crescer na fé? Qual a minha atitude ante uma Igreja “santa e pecadora”? Eu não sou melhor, apenas recebi de Deus mais dons para poder dar...
In Memoriam de Antonio Jorge Leuzzi
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