“NÃO TENHAIS MEDO! EU VOS AMO!"
12º DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO A – Mt 10,26-33

“Não tenhais medo!” O sentimento de medo sempre ocupou um bom espaço no coração do homem. Hoje em dia é o medo do desemprego, medo de ser assaltado, seqüestrado, baleado, medo da solidão e da fome, medo do terrorismo, medo da morte: o encontro com a eternidade... Toda essa insegurança, essa incerteza do amanhã, pode afetar profundamente nossa vida espiritual, abalando nossa fé e a confiança em Deus.
Entretanto, neste evangelho, Jesus não se refere aos medos que o povo enfrentava naquela época e nem aos que o mundo enfrenta hoje, mas ao medo diante das conseqüências e represálias que se podem sofrer por proclamar abertamente o nome de Jesus, anunciando a Boa Nova do Reino de Deus que ele veio trazer (cf. v. 17s).
“O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; proclamai-o sobre os telhados” (v. 27). A pequena semente lançada por Jesus, de forma meio velada, revelar-se-á aos homens em toda a sua pujança e glória, apesar das dificuldades e perseguições que terá de enfrentar.
Diz Jesus: “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode destruir a alma e o corpo na geena” (v. 28). O medo diante dos homens pode destruir a fé, mas o temor de Deus é salutar, pois revigora o amor, a confiança e a esperança em Deus.
Deus respeita a liberdade humana. Ele ajuda, com sua graça, para que o homem chegue às alegrias da eterna bem-aventurança no Céu, mas o homem é livre em aceitar ou recusar essa graça.
“Não tenhais medo!”, por três vezes admoesta Jesus (v. 26, 28, 31): Tende confiança, porque eu vos amo! O Reino de Deus é uma realidade viva ao alcance de todo homem! Não cuida Deus do passarinho e lírios do campo? (cf. Mt 6,26-30). Quanto mais não cuidará do homem quando tão interessado é seu amor por ele.
Não devemos ter medo dos homens, os quais nada poderão fazer sem que o Pai saiba disso. Diz Jesus: “Não tenhais medo, pois valeis mais do que muitos pardais. Todo aquele, portanto, que se declarar por mim diante dos homens, eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos Céus” (v. 31s). Tenhamos, pois, firme confiança em Deus, na providência divina.
* Pai amado, confio em ti, no teu amor e na tua graça! Que eu nunca tenha medo de proclamar a Boa Nova do Evangelho, como pede o teu Filho Jesus, testemunhando com a própria vida que Jesus Cristo, nosso Salvador, é o Senhor! AMÉM. ASSIM SEJA.
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Qual o sentimento que predomina no meu coração perante a vida e a morte? Angústia e medo ou fé? Confiança e esperança no amor de Deus e na sua providência? Como correspondo ao apelo de Jesus: “Proclamai o Evangelho a toda criatura?” Alicerço minha evangelização com o testemunho de uma autenticidade de vida segundo o espírito do santo Evangelho?
Frei Floriano Surian, ofm
fsurian@radnet.com.br
Maria Arieta, ofs
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