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       São Paulo, 06/01/2009, 21:26          
 
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QUE TESOURO PROCURA O MEU CORAÇÃO?SER TRIGO E NÃO JOIO

17º DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO A – Mt 13,44-52

A palavra “tesouro” tem um poder fascinante sobre a imaginação do ser humano. Na busca do “tesouro” de seus sonhos, ele não mede sacrifícios para encontrá-lo. Quantos abandonam tudo à procura da sorte grande, do “tesouro”, na esperança de que sua vida será radicalmente transformada, ficando livre de privações e de todos os cuidados! E’ de um tesouro semelhante que Jesus fala num conjunto de sete parábolas, que explicam o sentido e as qualidades do Reino dos Céus, como conquistá-lo e como vivê-lo.

“A parábola do tesouro”: o Reino dos Céus é semelhante a um homem que encontra um tesouro escondido no campo e, na sua alegria, vai e vende tudo o que possui e compra aquele campo (v. 44).

E’ a graça de Deus que leva a encontrar tal tesouro: o Reino dos Céus. São Mateus expressa a radiante alegria que invade o coração do homem quando encontra esse tesouro, alegria que supera toda medida. Ela o arrebata e atinge o mais íntimo de seu ser, superando toda compreensão humana. Tudo empalidece diante do brilho do achado. Nenhum preço parece alto demais.

“A parábola da pérola”: o Reino dos Céus é semelhante a um negociante que anda em busca de pérolas preciosas. Ao achar uma pérola de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra (v. 45). Esta parábola apresenta uma progressão em relação à anterior: a da procura. Gratuitamente nos é concedido o Reino de Deus, mas não é dispensado o esforço de procurá-lo. Animado pela alegria da descoberta, devemos empenhar todo o nosso esforço em reformular nossa vida, abandonando os valores mundanos para alcançarmos a posse do Bem maior, “a pérola de valor incalculável”: o Reino dos Céus.

“A parábola da rede lançada ao mar, que apanha de tudo” (v. 47). Assim a Igreja: não é constituída só de perfeitos. É como uma rede que colhe “peixes de toda espécie”, apresentando até, por vezes, uma imagem de certo modo negativa. Não devemos julgar. O juízo pertence a Deus. “E’ preferível pescar um peixe a mais do que um a menos”. Deus é paciente. Sabe esperar. No fim dos tempos, Deus separará os maus do meio dos justos, dando a cada um o que merece.

 Conclusão: “Tal como o pai de família que retira de sua arca coisas novas e velhas” (v.52), o evangelizador deve ter conhecimento completo dos ensinamentos da Igreja: o seu passado, o seu presente e o seu futuro, isto é, “das coisas novas e velhas”, das verdades religiosas contidas na Antiga e na Nova Lei. O Novo Testamento é a consumação do Antigo, mediante a mensagem de Jesus. Deus não quer a ruptura com o passado, mas a união de passado, presente e futuro.

* * *

Que tesouro procura o meu coração? O tesouro do Reino dos Céus ou o tesouro do mundo? Já encontrei a “pérola preciosa” que me deu a alegria de reformular a minha vida na busca do Reino dos Céus? Procuro ser paciente como Jesus nos pede? Faço acepção de pessoas? Vejo nelas um irmão em Cristo Jesus?



Frei Floriano Surian, ofm
fsurian@radnet.com.br
Maria Arieta, ofs
arieta@radnet.com.br


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