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       São Paulo, 20/11/2008, 10:00          
 
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QUERO CONSTRUIR EM ROCHA FIRME

9º DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO A – Mt 7,21-27

Ao encerrar o Sermão da Montanha (Mt 5,1s) Jesus apresenta os fundamentos e as exigências da nova família de Deus, do Reino dos Céus, dizendo: “Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor” entrará no Reino do Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos Céus” (v. 21).

“Senhor” - Kyrie - é uma antiga invocação de Jesus, expressão vigorosa de sua exaltação e louvor. Mas não basta reconhecê-lo como Senhor, deve seguir-se o testemunho das obras, que deverão ser realizadas segundo a vontade do Pai que está nos Céus. Esta é a meta comum para orientar a todos: fazer a vontade de Deus.

“O cristão deve assumir a tarefa que lhe é dada de edificar um mundo melhor, o Reino de Deus, na verdade e na justiça, numa atitude responsável perante os seus irmãos e a história” (Gaudium et Spes § 55).

Jesus pede o engajamento consciente. Assim, para pertencer ao Reino, não basta rezar. Não basta pregar, não basta fazer milagres. A fé não se mede por sentimentos gozosos e exagerados.

Jesus condena o formalismo religioso, o triunfalismo vazio de grandes celebrações, fazer milagres, expulsar demônios, cumprir a lei pela lei. Falar continuamente de Deus pode ser uma coisa boa, mas pode ser substitutivo de uma fé autêntica e, portanto, ser um empecilho em vez de ajuda (cf. v. 22). Jesus não quer apenas exterioridades, mas a vivência sincera e autêntica de sua doutrina.

A vida é uma só e irreversível e dela prestaremos contas no juízo final. “Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos, expulsamos demônios, fizemos muitos milagres? Eu lhes direi: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (v. 22-23).

“Assim, todo aquele que ouve estas palavras e as põe em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha”  (v. 24).

E como construir minha casa sobre a rocha? Como salvaguardar meu coração de um sentimentalismo estéril, enganoso e vazio?  Quantas vezes nos deixamos envolver pela mídia e pelas solicitações do mundo e colocamos a essência da nossa vida em coisas que passam e não têm um significado de eternidade. Construímos em areias movediças e qualquer tempestade da alma a derruba (v. 27).

* Pai amado, quero encontrar em Deus o significado de minha vida, quero viver o espírito das bem-aventuranças, pondo em prática os ensinamentos de Jesus, edificando, assim, em rocha firme. AMÉM. ASSIM SEJA.

* * *
Qual o significado de minha vida? Procuro cumprir a vontade de Deus ou estou em busca de uma promoção pessoal? Cumpro a lei pela lei ou sigo o espírito das bem-aventuranças que é a lei do amor sem medidas? Levo uma vida de constante oração e conversão? Procuro construir o humano no divino, alicerçando minha vida nos ensinamentos de Jesus? Meu Deus e meu Tudo! 

Frei Floriano Surian, ofm
fsurian@radnet.com.br
Maria Arieta, ofs
arieta@radnet.com.br


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