Foi distribuído na Matriz N.Sra.de Copacabana, um livreto, a “Carta às Famílias do Brasil”. Muito bem elaborada, de autoria de Dom Rafael Cifuentes, Presidente da Comissão Família e Vida da CNBB.
Como o Carnaval vem aí, despertando muitas vezes, no meio da diversão, a busca do prazer, julgo oportuno apresentar-vos uma síntese dessa carta esclarecedora.
Escreve Dom Rafael: “Ultimamente tem aparecido nos jornais, revistas e televisão, ataques à nossa grande Família, que é a Igreja, chamando-a de “retrógrada” e “medieval”, questionando como é possível a Igreja não recomendar o uso de preservativos: camisinhas, pílulas, etc…”
Quanto a isso temos a dizer que a Igreja, a única instituição duas vezes milenar, tem razões muito sérias para não aconselhar o uso de preservativos.
Entretanto, a mídia não descansa, e aí está sempre de novo a insistir… e tornando a insistir!… Sempre forçando a barra; indo contra a dignidade da pessoa humana, do Homem, criado à imagem e semelhança de Deus, incitando-o a deixar-se conduzir por instintos meramente animais, irracionais.
Diz a propaganda: “Aproveite o carnaval! Mas use a camisinha! Não se iniba, divirta-se, mas - cuidado! - use a camisinha.” Incentiva, assim, dessa maneira, a promiscuidade.
Infelizmente até o Ministério da Saúde surfa nessa onda! “Use a camisinha!” berra a mídia! Funesto convite ao desregramento sexual, uma falta de respeito à dignidade da pessoa humana, induzindo à infidelidade conjugal, gravidez precoce e, talvez, até aborto, ou, falando mais abertamente, um crime de homicídio.
Erram ainda mais ao colocar nas mãos de menores um pacote de preservativos como que dizendo: “Fique bem à vontade, aproveite, a camisinha garante!”
Caríssimos isto é querer apagar fogo com gasolina!
João Paulo II assim se expressou: “O uso dos preservativos acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo”.
De nossa parte, devemos ter a coragem de afirmar que não existe uma sociedade estável sem família bem constituída. E não há família bem constituída sem fidelidade conjugal, sem autocontrole. E não há fidelidade conjugal sem a educação da afetividade e do sexo.
Não! Não é com preservativos que serão solucionados os problemas do desregramento sexual, mas com um trabalho profundo, que venha a colocar no lugar que merece o valor da vida, do amor, do sexo, do matrimônio e da família.
E mesmo se acontecesse os preservativos serem completamente seguros a Igreja defenderia a mesma conduta de sempre. O fundamento da Igreja é muito
mais profundo, pois aqui está em jogo a própria natureza humana. Somos criaturas racionais, dotadas de inteligência e vontade, e não animais irracionais, agindo apenas levados por um instinto animal.
E notemos, Luc Montagnier, o descobridor do HIV, não teve receio de indicar como deveriam ser as Campanhas contra a AIDS. Disse ele: “São necessárias Campanhas contra as práticas contrárias à natureza biológica do homem. E sobretudo há que se educar a juventude contra o risco da promiscuidade e vagabundagem sexual”.
Paulo VI, no documento “Humanae Vitae”, declara: “A doutrina da Igreja está fundamentada sobre a conexão inseparável que Deus quis, e que o homem não pode alterar por iniciativa própria entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado procriador”.
Muitos afirmam: “que não conhecem qualquer estudo confirmando que o vírus da AIDS passa pelos poros da camisinha”.
De duas, uma, ou não conhecem as inúmeras pesquisas existentes nesse sentido, ou existe má fé, ocultando dados importantes, para não tirar força a uma campanha que envolve milhões de reais, ou dólares; que alimenta a próspera “Indústria do Sexo” que enriquece alguns laboratórios gananciosos.
Dentre os muitos argumentos comprovadamente científicos que são apresentados na “Carta às Famílias do Brasil”, escolho o mais popular. Ei-lo: “Vale a pena lembrar que os poros da camisinha são de 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS”. Publicado isto numa revista científica de Washington (Rubber Chenistry & Technology, D.C., de junho 1992).
O vírus passa por esses poros com tanta facilidade como passaria um gato pela porta de uma garagem. Basta ver o que acontece quando enchemos um balão de borracha. Depois de poucos dias ele já está bem murcho e não é porque foi mal amarrado e sim, porque o látex tem poros por onde passa o ar. O látex não oferece segurança.
Levando em conta as falhas da camisinha, se todo laboratório, tem a obrigação legal de indicar na bula dos remédios os efeitos colaterais do mesmo; assim como, os fabricantes de cigarro alertar, em cada maço, as doenças que o fumo provoca; o Ministério da Saúde tem também a obrigação de prevenir a população a respeito do uso dos preservativos. Mas isso sistematicamente ele não faz . Trombeteia sim, a mentira de “sexo seguro”.
Que belo e edificante exemplo nos oferece Uganda, que em 1991 contava com uma taxa de infecção de 20%, enquanto que no ano de 2002, a taxa tinha descido aos 6%. Isto em virtude de uma política sanitária centrada na fidelidade conjugal e na abstinência e não na propaganda de preservativos.
A Agência Life Site adverte: por que razão desconhecida “o êxito de Uganda” por haver apostado numa política sanitária de promoção da abstinência sexual, da fidelidade conjugal e da castidade, quase não é mencionado?
Perguntaríamos? O quê se esconde por trás disto? O que procuram? Quais os interesses que estão em jogo? Lucro? Dinheiro? Malícia? Perversidade? A quem realmente procuram destruir?…
Termino com a pergunta: “ Como combater e evitar a AIDS?” A resposta já foi dada há milênios de anos atrás: Não pecar contra a castidade - o 6º mandamento da Lei de Deus -, e não desejar a mulher do próximo - o 9º mandamento da Lei de Deus.
Muitos entendem os 10 mandamentos como um peso, que de fora é imposto ao homem. Isto não é certo. Honestidade, respeito pela vida, fidelidade conjugal, acatamento mútuo, etc., são valores em si já inviscerados na própria natureza do homem, não são uma coação imposta por Deus.
A Lei que rege os mandamentos é o Amor: amor a Deus, amor a si mesmo, amor ao próximo. Repito: amor a Deus, amor a si mesmo, amor ao próximo. Em resumo, os mandamentos mostram o caminho para alcançar a harmonia interior, a verdadeira felicidade, suprema ambição do homem. Os mandamentos são para nós como a bússola que guia o navio para o caminho certo.
Concluindo, isto é o que a Igreja sempre ensinou e sempre nos ensinará, isto é, a maneira certa de agir. Este é o preventivo que a Igreja aconselha e sempre aconselhará. Pois Deus que é Pai, Deus que é Amor, assim nos manda em seus mandamentos, porque ele sabe o que é melhor para nós, para nossa felicidade.
“Criaste-nos para ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em ti.” (Sto.Agostinho)
E só repousamos nele, em Deus, quando obedecemos à nossa consciência, à essa Lei de Deus inscrita em nosso coração. AMÉM. ASSIM SEJA |