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6.1
UMA SITUAÇÃO MUDADA
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No início do século IV, a situação
da Igreja mudou profundamente, a partir do Imperador
Constantino, e mais tarde, sobretudo, quando
o cristianismo foi declarado "religião
do Estado".
A Igreja não tinha mais necessidade de
viver clandestinamente. Já não
era oprimida ou perseguida, mas, pelo contrário,
tornara-se um lugar de refúgio para todos.
Para poder ser funcionário do Estado
ou trabalhar em qualquer repartição
pública, era preciso ser membro da Igreja.
Na mesma proporção em que crescia
o número de cristãos, crescia
igualmente o grau de mediocridade e de superficialidade
na fé.
A decadência da vida cristã levou
à necessidade de inventar uma quantidade
de estruturas, instituições e
organismos, grandes casas e muitos ofícios,
para organizar esta multidão. A Igreja
primitiva de tudo isto não precisara,
de maneira que não existiu nenhuma vida
religiosa nos primeiros séculos do cristianismo,
exceto alguns eremitas e profetas solitários,
mas não havia ainda uma vida religiosa
estruturalmente organizada.
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