O Evangelho como ponto de
partida
Por Frei Atílio Abati
Francisco parte do Evangelho, para reconstruir a
vida, e parte da vida, para confrontar-se com o Evangelho.
Esta opção e escolha não seria
apenas viver o Evangelho, acolhê-lo em sua vida,
mas também anunciá-lo ao seus
irmãos.
Novamente, em seu Testamento, Francisco escreve:
"E depois que o Senhor me deu irmãos,
o Senhor mesmo me revelou que eu devia viver segundo
a forma do Santo Evangelho" (Test 4,14).
Francisco tinha clareza quanto à sua missão:
o primeiro movimento é acolher a palavra de
Deus, embeber-se dela, aprofundá-la na vida,
confrontar-se com ela, para ser luz no caminhar e
vigor no viver. E depois, levá-la e transmiti-la
ao povo de Deus.
E assim, seu dinamismo missionário impele-o
a ir ao encontro de todos os homens. Diante do envio
e da missão, ele sente a paixão que
tem pelo anúncio da Boa Nova.
Ele sente a vocação missionária
a que Deus o chamou e sente-se feliz e realizado em
ser o bom samaritano a difundir esta mensagem,
não só aos leprosos, mas à humanidade
toda.
Extraído do livro "Francisco, um encanto
de Vida", Editora Vozes
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