Quando, na oração eucarística, o sacerdote invoca o Espírito Santo e pronuncia sobre o pão e o vinho as palavras de Jesus na Última Ceia, Jesus se torna presente, dando-nos seu corpo e sangue, sua vida dada em amor até o fim. Quando nós então recebemos o pão e o vinho, entramos em comunhão com a vida, a morte e a glória eterna de Jesus, e também com os nossos irmãos, que participam da mesma comunhão.
Na Eucaristia torna-se presente o dom da vida de Cristo para nós. Mas a Eucaristia se torna fecunda apenas pelo dom de nossa própria vida, na caridade e solidariedade radical. Para que o pão eucarístico realize a plenitude de seu sentido, é preciso resgatar o pão cotidiano da “hipoteca social”que o torna sinal de conflito, exploração, anticomunhão. Quando o pão cotidiano significar espontaneamente comunhão humana, e não suor e exploração, o sentido de comunhão do pão eucarístico será mais real. Antes de falar da eucaristia, Jesus multiplicou o pão comum.
Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes |