Este filósofo originário (chamdado também de pré-socrático) teve intuições formidáveis. Observante de tudo aquilo que se revelava, foi capaz de perceber coisas que muito contribuiu para a filosofia. Quando pensamos criamos um mundo (ou recriamos aquilo que já existe). O pensar confunde-se com o ser, pois ele é capaz de criar a abstração, ou seja, de ir-além daquilo que é manifestado (entes). Em outro texto afirma Parmênides: “Julgando que fora do ser o não-ser é nada, forçosamente admite que só uma coisa é, a saber, o ser, e nenhuma outra... Mas, constrangido a seguir o real, admitindo ao mesmo tempo a unidade formal e a pluralidade sensível, estabelece duas causas e dois princípios: quente e frio, vale dizer, Fogo e Terra. Destes (dois princípios) ele ordena um (o quente) ao ser, o outro ao não-ser.”
O quente (fogo) tem existência própria, assim como a luz, o bem, o belo, o amor, Deus... Nesta perspectiva filosófica podemos afirmar que nossa existência deverá ser sempre abertura ao transcendente, pois somente nesta busca iremos encontrar a totalidade.
Frei Paulo Sérgio de Souza, OFM |