O espaço é reduzido e não temos necessidade
de explicar muita coisa sobre a importância do Pai
para a vida de seus filhos. É absolutamente reprovável
a irresponsabilidade da mídia ao exaltar como sinais
de modernidade e liberdade pessoas que partem para a assim
chamada produção independente, ou casais
homossexuais que adotam crianças. Estamos ainda
longe de desvendar os mistérios que envolvem a
importância do relacionamento de pai e mãe
no desenvolvimento normal e sadio de crianças de
ambos os sexos. Pais são modelos e aqui a imagem
que vem à mente é a da forma do escultor
que dá forma à escultura. Claro que isso
é apenas uma imagem e muita gente vai argumentar
que crianças também sofrem influências
boas de outras pessoas. Certo. Mas existem aspectos na
relação entre pais e filhos vividos pelas
crianças que são únicos e insubstituíveis.
E ninguém tem o direito de fazer experiências
desta natureza.
Outro elemento fundamental no papel do pai e do educador.
Este assunto é vastíssimo. Só conseguirei
abordar um aspecto. Cada pai deveria ter o orgulho de
deixar impressos na mente e no coração do
filho os traços principais de seu sistema de valores,
convicções religiosas e filosóficas
da vida. Mas isso anda difícil, pois a maioria
do pais só pensa o que a telinha da TV mostra.
Mas um elemento não pode ser perdido de vista:
a necessidade de estabelecer limites para os desejos e
vontades da criança. Limites, finitude, labilidade
(= condição inevitável de cometer
erros) são elementos essenciais da condição
humana. A criança precisa descobrir que nem tudo
o que deseja é realizável. Por isso, saber
dizer um claro e inquestionável "não"
é tão importante quanto o sim na hora certa.
Atenção! A criança não vai
ficar traumatizada por isso. Basta que ela perceba que
o não é dito com amor e verdade.