A todas as leitoras e leitores desejo um 2001 muito feliz,
rico em esperanças e realizações.
É o primeiro ano do século 21 e do milênio
3. Meu professor de português deve estar-se mexendo
no túmulo porque eu deveria escrever 3º milênio.
Está certo! È alegria estar de volta com
vocês. Mas o danado do editor concedeu-me apenas
metade de nossa coluna. Vamos lá, falando pouco
desta vez.
No artigo anterior definia a saúde como a
sensação de bem-estar geral de todo o nosso
ser. Agora o problema é saber qual a relação
entre essas quatro dimensões do ser humano descritas
anteriormente. Lembra-se? Falávamos da realidade
biológica, psíquica, social e espiritual.
O ideal seria a gente desenvolver bem as quatro dimensões.
Mas isso é muito raro.
Nos dias de hoje dá-se exagerado valor ao cultivo
do corpo. Muitas são as pessoas de corpos perfeitos
e saudáveis, mas tão vazias de espírito
e de relacionamentos tão precários, assustadoramente
egoístas e narcisistas. Também é
certo que um grande desenvolvimento espiritual e a santidade
não protege o organismo de uma infecção,
do câncer, AIDS e outras doenças, como já
vimos. Ao que tudo indica, o mais importante para se ter
ou não ter bem-estar está na mente e no
coração: o que pensamos e sentimos, queremos
e amamos. Isso precisa ser alcançado.
Mas o diabo é que nem tudo o que desejamos muito,
amamos e realizamos nos causa bem-estar durável.
Santo Agostinho dizia que nosso coração
está inquieto (leia-se infeliz) até
repousar em Deus. Muitas coisas são nos apresentadas
como capazes de trazer felicidade: riqueza, títulos,
segurança, poder, muita liberdade, diversão,
muito sexo, sucesso e projeção na mídia.
No entanto, o número de deprimidos aumenta mais
a cada dia e justamente nas classes mais favorecidas,
de sucesso, mais liberais no amor e sexo.
Uma sábio chegou a dizer que o amor é
o filho da ilusão e o pai da desilusão
Por favor, guarde este número, pois vai continuar
no próximo. Até lá.