Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Água, que é mui útil e
humilde e preciosa e casta.
menu
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APOIO 
Instituto Teológico Franciscano
Editora Vozes
São Paulo, Brasil, 12/02/2012, 16:10  
 

 19/06/09 

Que o planeta todo se encontra atravessando a maior crise financeira desde a depressão dos anos 30 é algo que todos sabemos e sofremos a cada dia em nossos bolsos. Também sofremos a outra crise, a ambiental. Embora neste caso seja mais difícil para cada um dar-se conta de que forma o está afetando, segundo a região em que vivemos, certamente os efeitos serão percebidos de diferentes formas. Pois bem, a crise ambiental é precedente à crise financeira, já que faz pelo menos 40 ou 50 anos que os primeiros cientistas começaram a notar mudanças na atmosfera, as quais não eram anturais, e a relacioná-las com as atividades humanas.

A crise financeira, por ser de tão grande magnitude, certamente gerará consequências climáticas, já que, devido a ela, se etão modificando de forma global processos tais como a agricultura, a produção e o consumo de bens e serviços e a pobreza. A diminuição da produção e consumo de bens e serviços, analisada se forma singular, poderia ter um efeito benéfico, ambientalmente falando, já que não somente se produzem menos emissões, mas também se reduz o volume de resíduos gerados. Mas, ao mesmo tempo, é provável que as empresas, cujo lucro se vê limitado, destinem menos recursos ao cumprimento dos padrões ambientais, como assim também à investigação de novas tecnologias que tendem a reduzir a contaminação de seus processos produtivos. Também sabemos que a maioria dessas empresas tratará de preservar seus lucros, reduzindo ou congelando salários, despedindo pessoal, e outras medidas semelhantes, pelo que, como sempre, os mais afetados pela crise serão os mais pobres. Aumentará a desiguldade na distribuição da riqueza, e muitos ricos aumentarão suas fortunas.

Cada setor tem suas particularidades; assim, por exemplo, a diminuição no consumo de papel deveria reduzir em certa medida sua produção, e isso deveria influir no corte de bosques para serem substituídos por monocultura de árvores, com grande prejuízo ambiental, e nos volumes de produção de móveis para guardar papéis e pastas. Um caso semelhante seria o do consumo de metais e da mineração. Na suposição de que na fonte temos escassez na produção de automóveis, seria uma vantagem, porque o aumento do parque automotor tem graves consequências com o aumento das emissões de gases. Outro exemplo interessante poderia ser a diminuição do consumo de aparelhos tecnológicos que funcionam com pilhas ou baterias.

A agricultura também tem o seu. O valor da soja, por exemplo, desceu nos mercados internacionais dos quase 600 dólares por tonelada no início de 2008, e hoje apenas supera os 300 dólares. No caso de continuar esse mercado em descenso, possivelmente se comece a reduzir sua produção; claro que dependendo também das medidas que se tomem para restringir sua utilização para a produção de combustíveis. Voltar a uma agricultura mais diversificada seria nao só importante ambientalmente, mas também favoreceria as economias locais, o emprego de camponeses e a soberania ambiental de nossos países.

O que fica clato, então, é que a crise financeira tem e terá uma importante incidência no ambiental, além do social, e que oferece uma interessante oportunidade que pode ser aproveitada para reduzir impactos ambientais das atividades antrópicas (originadas no homem) e construir um mundo melhor para todos. E que, se não o fazemos, esses impactos ambientais e sociais podem agravar-se mais profunda e aceleradamente. A história está-se escrevendo, e nossa participação será importante para definir como será nosso futuro e o das próximas gerações. Ricardo Natalichio.

Fonte: www.ecoportal.net

Voltar

pe [Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil]
Copyright © 2010 Franciscanos.org.br Todos os direitos Reservados.