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_ HISTÓRIA
Os franciscanos em Lages
Em 2 de outubro de 1891 falece o Pe. Antônio
Luiz Esteves de Carvalho, pertencente ao bispado do
Rio de Janeiro e há 38 anos trabalhando em
Lages. Em virtude disso, o bispo do Rio de Janeiro
confia a paróquia aos cuidados dos franciscanos.
Em 23 de dezembro de 1891, Frei Armando Bahlmann,
vindo de Teresópolis, chega a Lages. Praticamente
isolada no Planalto Serrano, Lages contava então
com cerca de mil habitantes.
Em janeiro de 1892 chegam três outros frades:
Frei Herculano Limpinsel, Frei Mariano e Frei Maurício.
E se instalam numa "casa simples, ao lado da
Capela Nossa Senhora do Rosário".
Em
22 de fevereiro de 1892 chega a Lages Frei Rogério
Neuhaus (ao lado o Mausoléu de Fr. Rogério)
para integrar a Fraternidade recém-instalada.
Em 1893, os frades se mudam para uma chácara
do falecido Pe. Antônio, a título de
aluguel, ali permanecendo até 1899.
Em 17 de fevereiro de 1899 acontece a inauguração
da Escola Paroquial São José no prédio
construído por Frei Rogério (onde hoje
funciona o hospital). Os frades se mudam para o local
onde hoje está o "Conventinho Frei Rogério".
Em 13 de maio de 1902, circula o primeiro número
do jornal "Cruzeiro do Sul", sob a coordenação
de Frei Pedro Sinzig. Em 10 de fevereiro do ano seguinte,
a tipografia passa a funcionar nas dependências
do Convento.
Em dezembro de 1912, os frades começam a construção
da antiga Matriz (atual Catedral). Em 20 de janeiro
do ano seguinte, acontece a bênção
da pedra fundamental da mesma.
Catedral Nossa Senhora dos Prazeres
Construída
em pedra pelos padres franciscanos. Foi concluída
em 1922, após 10 anos de construção.
Possui vitrais importados da Alemanha. A luz que passa
através deles são de uma beleza comovente,
produzem sensação de plenitude, eternidade
e de paz. Ainda no interior da catedral destaca-se
o altar-mor, em estilo gótico e as imagens
do Senhor dos Passos e da Nossa Senhora das Dores,
esculpidas por um renomado imagineiro, também
vinda da Alemanha, impressionam pela delicadeza das
expressões e o movimento do drapeado do manto
dos Santos.
Endereço:
Rua Frei Gabriel, 145 - Fone (49) 3222-2392
Funcionamento de terça à sexta: 8h às
12h; 14h às 20h; sábados e domingos:
8h às 12h; 17h às 20h.
O novo Convento e o Colégio Diocesano
Em novembro de 1915, começa a construção
do novo Convento (atual Convento). Em 21 de dezembro
do mesmo ano acontece a bênção
da pedra fundamental do novo convento.
Em 9 de abril de 1915 se dá a transferência
da Escola Paroquial São José para um
outro prédio (no local onde hoje funciona o
shopping Gemini, ao lado dos Correios). No antigo
prédio do Colégio passa a funcionar
o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres.
Em setembro de 1916, começa a construção
da Capela do Convento. Em 4 de outubro do mesmo ano,
acontece a bênção da pedra fundamental
da mesma, sendo utilizada pelos frades desde esta
data.
Em agosto de 1929 é criada a Diocese de Lages.
Dom Frei Daniel Hostin, natural de Gaspar, toma posse
no dia 15 de outubro do mesmo ano como primeiro bispo
de Lages.
Em março de 1990, Dom Daniel funda o Ginásio
Diocesano, que funciona, a princípio, nas dependências
da Escola Paroquial São José, sob a
direção de Pe. Luiz Gonzaga Adams.
Em 1931, Dom Daniel inicia a construção
do prédio do Ginásio Diocesano na rua
Coronel Córdova. Em 28 de fevereiro de 1938,
a direção do ginásio Diocesano
é entregue aos franciscanos. Frei Apolônio
Weil permanece como diretor até 1947, quando
assumiu Frei Odorico Durieux.
Em 1958 teve início a construção
do edifício da Rua Coronel Córdova e
área coberta.
A cidade de Lages
Data
do início do século XVIII a chegada
dos primeiros europeus que se fixaram no município.
O povoamento dos Campos de Lajens decorreu
da necessidade de abrir caminhos para atingir as Campinas
do Rio Grande do Sul, ricas em gado, o que despertava
nos paulistas e mineiros a ambição de
estabelecer intenso comércio com os estancieiros
gaúchos.
Os documentos primitivos mencionam a paragem chamada
Lajens, um pouso de tropeiros que viajavam
para São Paulo ou Sorocaba (fundada em 1661),
levando mulas, cavalos e bovinos. Correia Pinto, fundador
do povoado, era tropeiro, e conduzia tropas de bois
de Lajes para São Paulo. Os tropeiros primitivos,
mesmo os residentes no povoado, não eram lageanos,
mas na sua maioria, portugueses e açorianos.
Somente mais tarde foi que tropeiros, já nascidos
em Lajes, exerceram esta tradicional profissão.
A 22 de novembro de 1766, é elevada à
categoria de vila. Em 1820, a vila é desanexada
da província de São Paulo para fazer
parte de Santa Catarina. Em 25 de maio de 1860 é
elevada à categoria de cidade. Em 1960, ficou
estabelecida o topônimo de Lages com G.
(Aliás, impróprio segundo o nosso léxico).
Economicamente Lages ficou conhecida inicialmente
pelas suas tradições na pecuária.
Seus primeiros ciclos econômicos, no princípio
do século, foram os do couro, da carne e da
erva-mate. Hoje ainda o município tem o maior
rebanho bovino do Estado, com cerca de 76.000 cabeças.
O ciclo econômico que se seguiu foi o da madeira,
cujo auge ocorreu entre 1950 e 1960.
Os imigrantes
A
colonização e conseqüente povoação
deu-se por intermédio da miscigenação
de raças, culturas e costumes, representado
pelo homem branco, de origem portuguesa, vindos da
Província de São Paulo, mestiços
das missões guaraníticas, vindos da
Província de São Pedro (RS) , negros,
índios e nômades. Desde o início
de sua povoação a cidade por estar localizada
em uma região rica em pastagem, mantém
como uma das bases de sua economia a atividade da
exploração pastoril. Mais tarde sofreu
grande influência dos italianos, que tinham
uma visão voltada para a extração
da madeira, e dos alemães nas atividades de
beneficiamento da madeira, indústria moveleira
e construção civil.
O autor da obra foi o escultor lageano José
Cristóvão Batista, sendo inaugurado
em 24 de Maio de 2002 na Av. Dom Pedro II, entrocamento
com Av. Iº de Maio. Bairro Coral.
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