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_HISTÓRIA
Em 1953, o que existia em Nilópolis (RJ) era
apenas um d
esejo: criar uma igreja na cidade sob a proteção
da Padroeira do Brasil. A primeira missa celebrada
no dia 8 de novembro por Frei Cássio Vieira
de Lima, ofm, era o primeiro passo nesta direção.
O local foi o Grupo Escolar Antônio Figueira
de Almeida, na av. Mirandela, onde hoje fica a paróquia.
Nele, todos os domingos, a pequena comunidade se reunia.
Em 1954, com as Santas Missões, pode-se dizer
que a comunidade cresceu e se motivou em busca deste
sonho.
Em 1955 começaram as campanhas para arrecadar
o dinheiro necessário à compra do terreno
e construção da igreja. Doente, Frei
Cássio foi transferido para o Paraná
e o projeto perdeu impulso e, só com a chegada
de Frei Paulo da Cruz Stoffel, em 1956, voltou-se
a dar andamento ao projeto.
Junto com Frei Ático Euyng, ofm, pároco
da Matriz de Nossa Senhora da Conceição
de Nilópolis, Frei Paulo encontrou um terreno
situado na av. Mirandela, 773, em frente a uma fábrica
de sabão. Pertencia ao sr. Aristides Ferreira,
devoto fervoroso de Nossa Senhora Aparecida, que compreendeu
a necessidade de uma igreja católica do outro
lado da estação do trem, já que
a Matriz de Nossa Senhora da Conceição,
também convento dos frades franciscanos, ficava
do outro lado.
Fundação
- Adquirido o terreno por CR$ 700 mil, em 24 de
junho de 1956, a Igreja iniciou suas atividades
litúrgicas, com a realização
de uma procissão solene, quando a primeira
imagem de Nossa Senhora Aparecida foi trazida da Paróquia
de Nossa Senhora da Conceição para a
nova casa. Foi celebrada uma missa ao ar livre por
Frei Ático, que finalmente poderia atender
às necessidades espirituais do novo bairro,
que ele gostaria de se chamar Aparecida.
No dia 8 de abril de 1957, iniciou-se a construção
da capela provisória. No dia 23 de junho de
1957 foi comemorado o primeiro aniversário
da Igreja. Houve uma missa em ação de
graças pelos colaboradores, quando foram citados
todos aqueles que ajudaram com os CR$ 1 mil na campanha
de títulos de empréstimos.
Para os frades, um momento especial foi bênção
da casa paroquial anexa em dezembro, comprada pela
Província Franciscana da Imaculada Conceição
do Brasil, por CR$ 700 mil, permitindo aos sacerdotes
fixar residência próxima da futura matriz.
Neste dia, também foi inaugurada a Escola Nossa
Senhora Aparecida, com a matrícula de seus
cinco primeiros alunos.
Em 1960, foi criada a Diocese de Nova Iguaçu,
com a posse do novo bispo diocesano, Dom Walmor, que
foi recebido calorosamente no dia 12 de junho pela
comunidade Nossa Senhora Aparecida, na visita que
fez à igreja.
Independência
- Desde a sua fundação, em nove anos,
a Igreja de Nossa Senhora Aparecida dependia exclusivamente
da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Porém, no dia 29 de maio, o governo da Província
da Imaculada Conceição do Brasil, por
intermédio do ministro provincial, Frei Walter
Kempf, ofm, concedeu a independência administrativa
e financeira da fraternidade franciscana Nossa Senhora
Aparecida.
Frei Dídimo, que viria a se tornar o 1°
pároco da nova Matriz de Nossa Senhora Aparecida,
já há algum tempo contava com ajuda
de estudantes de Teologia, oriundos do Conventoi de
Santo Antônio do Rio de Janeiro. O ato de independência
foi consumado através do convênio realizado
entre a Diocese de Nova Iguaçu e a Província
Franciscana.
No início de 1970, por ocasião das pesadas
multas aplicadas às escolas particulares no
município e por sugestão do bispo diocesano,
Dom Adriano Hipólito, as atividades da Escola
Nossa Senhora Aparecida - antiga Escola Paroquial
São José, modificada por causa da instalação
da paróquia - foram suspensas. A escola, além
de contribuir com a instrução intelectual
e religiosa de seus alunos, também ajudou financeiramente
as obras da Matriz de Nossa Senhora Aparecida.
No dia 3 de dezembro de 1972, as obras recomeçaram,
sob a direção do sr. Antônio Coelho,
paradas desde maio de 1970. A opção
inicial foi a construção da sacristia,
que até então funcionara provisoriamente
nos fundos do salão. Em 1974, finalmente o
corredor entre a Igreja e a casa paroquial foi cimentado
e se iniciaram as melhorias do pátio da entrada.
Tempos difíceis - O ano de 1975 começou
envolto por nuvens de pessimismo e de maus presságios.
A onda de assaltos se alastrava por toda a parte,
levando a violência e o pânico a todos
os cantos do estado da Guanabara e do Grande Rio,
sendo que praticamente não havia segurança,
nem durante o dia e nem à noite. E isso não
era exclusivo do Estado. A corrente se espalhou por
todo o país e os noticiários anunciavam
um confronto armado no Oriente médio.
Nestes tempos, a comunidade paroquial não tinha
recursos financeiros para fazer com que as obras da
nova matriz fluíssem.
Dom Adriano Hipólito foi uma voz forte diante
da opressão do novo regime político
no país. Sempre querido por todos, assumiu
a causa dos perseguidos da ditadura militar. Mas ele
acabou incomodando os poderosos e sofreu uma dura
provação quando foi sequestrado, despido,
pintado de vermelho e abandonado nu, à noite,
numa estrada deserta. O carro que dirigia foi explodido
por uma bomba na porta da CNBB, no largo da Glória.
A boa notícia era a volta de Frei Paulo da
Cruz, um dos iniciadores desta comunidade paroquial.
A violência, contudo, continuou com a explosão
de uma bomba na catedral de Nova Iguaçu, destruindo
o altar e espalhando as hóstias por todos os
lados. Os autores do atentado cuidaram para que ficasse
claro o registro de sua autoria, através de
panfletos e uma espécie de carta deixada em
cima do órgão e endereçada a
D. Hipólito: C.C.C (Comando de Caça
aos Comunistas).
Nos
anos 80 - Em 1983 aconteceu a construção
da laje que cobre o corredor existente entre a Igreja
Matriz e a casa paroquial.
Em 1989, com a transferência de Frei Atamil
e a posse do novo pároco, Frei Francisco Orofino,
e do Frei José Reinaldo, novo vigário
paroquial, aconteceu uma reorganização
dos trabalhos pastorais. Exemplos positivos foram
a criação da Pastoral do Negro, que
aos poucos atingiu toda a paróquia, nascendo
a Comunidade e Santo Antônio e Pastoral Operária,
que iniciou sua vida comunitária com a Missa
do Trabalhador, no dia 30 de abril.
No dia 22 de outubro de 1990, frei Francisco Orofino
deu lugar a Frei Vitalino Piaia, vindo do Convento
Santo Antônio do Pari, em São Paulo.
Nos anos 90, a Igreja é restaurada e ganha
um altar. Em maio de 1993, o povo foi consultado à
respeito da mudança do altar: 918 pessoas votaram,
sendo que 781 disseram sim, 131 votaram contra, seis
em branco e um nulo. No fim do mês, o projetista
Lorenz Johannes Heilmai veio e traçou os planos
para a obra, que hoje se destaca no interior da Matriz.
A partir de 95, com Frei David Raimundo dos Santos,
Nilópolis ganhou também o curso pré-vestibular
para negros e carentes, que começou a funcionar
no salão da Matriz Nossa Senhora Aparecida.
Frei David trouxe com ele a iniciativa bem-sucedida
em São João de Mereiti.
Em 96, a Matriz ganhou a nova iluminação
na frente da Igreja, doada pela Prefeitura. Neste
mesmo dia, foi inaugurada a praça em frente
à Igreja com o nome de Dom Adriano Hipólito,
bispo emérito da Diocese e grande benfeitor
da Paróquia. Ele faleceu no dia 10 de agosto
de 1996. Religioso da Ordem dos Frades Menores, veio
da Arquidiocese de Salvador em 66 para assumir o posto
de bispo da Diocese de Nova Iguaçu.
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