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       São Paulo, 17/05/2012, 06:59          
 

_ HISTÓRIA

A construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Paty do Alferes foi iniciada em 1840, a partir de uma doação de terras e recursos do Capitão-mor da Ordenança, Manoel Francisco Xavier, e de sua esposa D. Francisca Elisa Xavier. Foi ela que concluiu a obra, já que o capitão veio falacer durante a construção.

Em estilo colonial, a matriz foi construída com estruturas em madeira, paredes frontais de pau-a-pique e decorada com importantes peças trazidas para compor seu acervo tanto de mobiliário quanto de imagens, tais como a da Nossa Senhora da Conceição e da Nossa Senhora do Rosário, ambas do século XIX, que ainda hoje adornam os altares da igreja.

Inaugurada em 31 de maio de 1844 e administrada pela Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, a Matriz sempre destacou-se como um monumento arquitetônico profundamente representativo do mais importante período histórico da região.

Por iniciativa de um de seus párocos mais atuantes, Frei Aurélio Stulzer, em 1943 foram iniciadas as reformas para a comemoração do centenário da Matriz. A restauração, concluída em 1944, ainda trouxe para a igreja a imagem de Nossa Senhora da Piedade, do século XVIII, padroeira da Fazenda de mesmo nome, que pertencera a Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, o Barão de Paty do Alferes. Nesta ocasião também foram inauguradas a Praça da Matriz e a Galeria dos Fundadores.

Com orientação franciscana desde 1937, a Matriz, em 1973, foi tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, superando os limites municipais dada sua relevância histórica para o país.

A Matriz conta ainda com o Espaço Cultural Frei Aurélio Stulzer, que pode ser visitado aos sábados e domingos, das 16 às 17h30.

A fraternidade de Paty do Alferes atende ainda as paróquias de Avelar, Miguel Pereira e Governador Portela.
A Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Avelar, no município de Paty do Alferes foi criada em 1984.
A Paróquia de Santo Antônio da Estiva, em Miguel Pereira, tem sua origem na capela, construída por volta de 1887, por iniciativa de Antônio da Silva Machado. Miguel Pereira era, naquele tempo, um simples vilarejo, denominado Barreiros.
Antônio Machado doou o terreno e iniciou a campanha, para obter recursos para a obra. Inicialmente, o pequeno templo, uma vez terminado, ficou sob a jurisdição da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Paty do Alferes. Era vigário o Padre Leonardo Felipe Furtado. Foi ele quem doou a imagem de Santo Antônio, vinda de Portugal. A primeira festa de Santo Antônio foi celebrada em 1901.
Em 10 de maio de 1953, o então bispo diocesano, Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena, criou a Paróquia de Santo Antônio da Estiva. Desde janeiro de 1962, Frei Marciano José Kropf é pároco desta igreja. Foi ele que construiu a nova matriz.
A Paróquia Nossa Senhora da Glória, de Governador Portela, em Miguel Pereira, foi criada em 1965.

A CIDADE
A história de Paty do Alferes se entrelaça com a de Garcia Rodrigues Paes, filho de Fernão Dias Paes, o lendário "Caçador de Esmeraldas", em 1700, ano em que foi aberto por ele o Caminho Novo para escoamento do ouro de Minas Gerais ao Rio de Janeiro.

Quando Frei Antonil, percorrendo o Caminho, descreveu sua viagem no livro " Cultura e Opulência do Brasil ", datado de 1711, citou a Sesmaria da Pau Grande ( no atual distrito de Avelar ) como já sendo uma roça que principiava, desbravada em plena selva.

Em terras patyenses, no ano de 1870, nasceu imortal Joaquim Osório Duque-Estrada, autor da letra do nosso Hino Nacional.

Emanciapada em 1987, Paty do Alferes mantém uma grande produção agrícola com o tomate, de onde vem seu título de maior produtor do Estado e 3º do Brasil. A consagração desta produção rural ocorre, anualmente no feriado de Corpus Cristi, com a realização da Festa do Tomate, no distrito de Avelar.

O Caminho do Imperador - No início do sec. XIX já eram conhecidas várias passagens que ligavam o Córrego Seco a Paty do Alferes, mas é de 1810 o primeiro documento que registra oficialmente o que viria a ser o futuro Caminho do Imperador.

Foi a partir da criação de Petrópolis, em 1843, e da chegada dos alemães, em 1845, que as autoridades do Governo Provincial Fluminense se decidiram pela abertura de uma "estrada carroçável", para suprir a Colônia com a produção agrícola "daqueles campos mais férteis e menos acidentados", além de estimular a fabricação de carros e seges (carruagens), como é citado no relatório do presidente da Província do Rio de Janeiro, datado de 5 de maio de 1851.

Mas o projeto original acabou se transformando numa verdadeira novela tendo passado por diversos governos e inúmeras correções até que, em 1858, a obra foi concluída sob a orientação do engenheiro Oto Reimarus, com um percurso de 33 quilômetros, contados a partir da Estrada do Contorno.

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