|
_ HISTÓRIA
A construção da Igreja Matriz de
Nossa Senhora da Conceição de Paty
do Alferes foi iniciada em 1840, a partir de uma doação
de terras e recursos do Capitão-mor da Ordenança,
Manoel Francisco Xavier, e de sua esposa D. Francisca
Elisa Xavier. Foi ela que concluiu a obra, já
que o capitão veio falacer durante a construção.
Em estilo colonial, a matriz foi construída
com estruturas em madeira, paredes frontais de pau-a-pique
e decorada com importantes peças trazidas para
compor seu acervo tanto de mobiliário quanto
de imagens, tais como a da Nossa Senhora da Conceição
e da Nossa Senhora do Rosário, ambas do século
XIX, que ainda hoje adornam os altares da igreja.
Inaugurada em 31 de maio de 1844 e administrada pela
Irmandade de Nossa Senhora da Conceição,
a Matriz sempre destacou-se como um monumento arquitetônico
profundamente representativo do mais importante período
histórico da região.
Por iniciativa de um de seus párocos mais
atuantes, Frei Aurélio Stulzer, em 1943 foram
iniciadas as reformas para a comemoração
do centenário da Matriz. A restauração,
concluída em 1944, ainda trouxe para a igreja
a imagem de Nossa Senhora da Piedade, do século
XVIII, padroeira da Fazenda de mesmo nome, que pertencera
a Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, o Barão
de Paty do Alferes. Nesta ocasião também
foram inauguradas a Praça da Matriz e a Galeria
dos Fundadores.
Com orientação franciscana desde 1937,
a Matriz, em 1973, foi tombada pelo Instituto de Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional - IPHAN,
superando os limites municipais dada sua relevância
histórica para o país.
A Matriz conta ainda com o Espaço Cultural
Frei Aurélio Stulzer, que pode ser visitado
aos sábados e domingos, das 16 às 17h30.
A fraternidade de Paty do Alferes atende ainda as
paróquias de Avelar, Miguel Pereira e Governador
Portela.
A Paróquia Nossa Senhora da Conceição,
de Avelar, no município de Paty do Alferes
foi criada em 1984.
A Paróquia de Santo Antônio da Estiva,
em Miguel Pereira, tem sua origem na capela, construída
por volta de 1887, por iniciativa de Antônio
da Silva Machado. Miguel Pereira era, naquele tempo,
um simples vilarejo, denominado Barreiros.
Antônio Machado doou o terreno e iniciou a campanha,
para obter recursos para a obra. Inicialmente, o pequeno
templo, uma vez terminado, ficou sob a jurisdição
da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição,
em Paty do Alferes. Era vigário o Padre Leonardo
Felipe Furtado. Foi ele quem doou a imagem de Santo
Antônio, vinda de Portugal. A primeira festa
de Santo Antônio foi celebrada em 1901.
Em 10 de maio de 1953, o então bispo diocesano,
Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena, criou
a Paróquia de Santo Antônio da Estiva.
Desde janeiro de 1962, Frei Marciano José Kropf
é pároco desta igreja. Foi ele que construiu
a nova matriz.
A Paróquia Nossa Senhora da Glória,
de Governador Portela, em Miguel Pereira, foi criada
em 1965.
A CIDADE
A história de Paty do Alferes se entrelaça
com a de Garcia Rodrigues Paes, filho de Fernão
Dias Paes, o lendário "Caçador
de Esmeraldas", em 1700, ano em que foi aberto
por ele o Caminho Novo para escoamento do ouro de
Minas Gerais ao Rio de Janeiro.
Quando Frei Antonil, percorrendo o Caminho, descreveu
sua viagem no livro " Cultura e Opulência
do Brasil ", datado de 1711, citou a Sesmaria
da Pau Grande ( no atual distrito de Avelar ) como
já sendo uma roça que principiava, desbravada
em plena selva.
Em terras patyenses, no ano de 1870, nasceu imortal
Joaquim Osório Duque-Estrada, autor da letra
do nosso Hino Nacional.
Emanciapada em 1987, Paty do Alferes mantém uma
grande produção agrícola com o
tomate, de onde vem seu título de maior produtor
do Estado e 3º do Brasil. A consagração
desta produção rural ocorre, anualmente
no feriado de Corpus Cristi, com a realização
da Festa do Tomate, no distrito de Avelar.
O Caminho do Imperador - No início do sec. XIX já eram
conhecidas várias passagens que ligavam o Córrego
Seco a Paty do Alferes, mas é de 1810 o primeiro
documento que registra oficialmente o que viria a
ser o futuro Caminho do Imperador.
Foi a partir da criação de Petrópolis,
em 1843, e da chegada dos alemães, em 1845,
que as autoridades do Governo Provincial Fluminense
se decidiram pela abertura de uma "estrada carroçável",
para suprir a Colônia com a produção
agrícola "daqueles campos mais férteis
e menos acidentados", além de estimular
a fabricação de carros e seges (carruagens),
como é citado no relatório do presidente
da Província do Rio de Janeiro, datado de 5
de maio de 1851.
Mas o projeto original acabou se transformando numa
verdadeira novela tendo passado por diversos governos
e inúmeras correções até
que, em 1858, a obra foi concluída sob a orientação
do engenheiro Oto Reimarus, com um percurso de 33
quilômetros, contados a partir da Estrada do
Contorno.
|