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_HISTÓRIA
A fundação há 152 anos e
a chegada dos franciscanos
A primeira igreja do Arraial do Cubatão, dedicada
a Sant'Ana, encontrava-se em precárias condições
físicas, no final da década de 1840.
Por ser "de construção frágil,
no ano de 1850, o povo católico decidiu, então,
pela construção de outra igreja, em
lugar mais apropriado, na sede do Arraial, mais espaçosa
e de melhor aspecto". Dessa forma, foram iniciados
os preparativos para que uma outra igreja fosse construída
em terras doadas para esta finalidade pelo então
capitão João Marcos Pereira de Andrada,
no cume de uma elegante colina existente em sua propriedade.
Dessa articulação encarregou-se o referido
capitão, que fez com que se construíssem
ranchos nas imediações do local onde
seria erigida a nova igreja. Esses ranchos serviram
como uma olaria improvisada, a fim de aí serem
fabricados tijolos, para cujo serviço se responsabilizou
a população de todo o Arraial. Segundo
José Lupércio Lopes: "para a construção
da segunda igreja, o povo da localidade concorreu
como pôde, empregando os seus esforços
para o maior êxito".
Contam os documentos históricos que, em 19
de maio de 1850, um padre da Paróquia de São
José, após a missa presidida na antiga
capela de Sant'Ana, localizada no Morro da Tapera,
convidou os fiéis a se deslocarem até
a sede do Arraial, para, da residência de Joaquim
Alexandre de Campos, em procissão, levarem
a pedra fundamental até o local da construção
da nova igreja. Entretanto, a bênção
da pedra fundamental foi efetuada oficialmente no
dia 24 de outubro de 1853, pelo Pe. Macário
César de Alexandria e Souza. Sobre o assunto,
escreve o Pe. Macário: "Tendo obtido do
(..,) Prelado Diocesano permissão para edificar
uma capela dedicada a Santo Amaro, no lugar denominado
Cubatão, distrito desta Vila de São
José, lancei a bênção e
primeira pedra desse edifício no dia vinte
e quatro do próximo passado mês de outubro
(1853)".
Após a bênção, coube ao
Major Joaquim Alexandre de Campos colocar a pedra
fundamental no seu devido lugar, ato que foi acompanhado
por calorosa salva de palmas. Ao lado da nova igreja
em construção foi instalado o cemitério.
Na condução das obras, o Pe. Macário
teve especial empenho. Em 11 de janeiro de 1854, este
empenho é destacado na imprensa que também
faz referência ao desejo dos habitantes da localidade
de elevar a nova igreja à categoria de Paróquia.
Dois meses depois, em 19 de abril de 1854, portanto,
um mês antes da criação da Paróquia
Santo Amaro, o Presidente da Província de Santa
Catarina, João José Coutinho, confirma
a existência das obras da igreja e, nesse processo,
destaca a atuação de João Marcos
Pereira de Andrada. O Presidente da Província
afirma que "No lugar denominado Cubatão,
pertencente à Freguesia de São José,
está o prestante cidadão João
Marcos Pereira de Andrada, coadjuvado por outros,
e pelo Revdo. Vigário e atual Arcipreste Macário
César de Alexandria e Sousa, construindo uma
capela (...). O corpo da igreja por onde principiaram,
já vai muito adiantado; e estou persuadido
que em breve se o concluirá, atendendo o gênio
incansável e trabalhador das duas pessoas que
estão à testa da obra, o Revdo. Macário
e o dito Andrada (João Marcos Pereira de Andrada)".
Sobre as dimensões físicas da nova
igreja, há a informação de que
teria 19 metros de comprimento e 8 de largura, além
de um compartimento externo para a colocação
do sino.
O povo é atendido e no dia 29 de maio de 1954,
a capela foi elevada à condição
de Matriz pela Resolução 371, do presidente
da Província de Santa Catarina, João
José Coutinho.
Segundo José Lupércio Lopes, "presumivelmente
no dia 15 de janeiro de 1856 foi festivamente inaugurada
a nova matriz. Foi proferido belo sermão, no
qual se explicou o motivo da entronização
da imagem de Santo Amaro como padroeiro". 
A chegada dos Franciscanos
Os franciscanos alemães da Província
Santa Cruz da Saxônia chegaram Teresópolis
em 10 de julho de 1891, tornando-a, com este fato,
o berço do projeto de restauração
da vida franciscana no Brasil. Entre os pioneiros
estavam: Pe. Frei Amando Bahlmann e Pe. Frei Xisto
Meiwes e os irmãos religiosos Frei Maurício
Schmalor e Frei Humberto Themans. Teresópolis
foi, dessa forma, o berço da Missão
Franciscana no Brasil, cujos frades lá permaneceram
até maio de 1900. Nesse período, vários
fatores abalaram a existência do pequeno convento
lá fundado, o que culminou na transferência
definitiva dos frades para Curitiba e, depois, na
fundação de um convento em Santo Amaro
do Cubatão (hoje da Imperatriz).
Em maio de 1900, os franciscanos assumem a direção
da Paróquia Santo Amaro, distante apenas 20
km de Teresópolis. Em 15 de junho de 1900,
Frei Sérvulo Becker é transferido de
Blumenau para Santo Amaro. E, em 27 de junho, o Pe.
Frei Burchardo Sasse e o Pe. Frei Pedro Sinzig, respectivamente,
de Lages e Blumenau, são igualmente transferidos
para Santo Amaro. Assim estava composta a pioneira
comunidade franciscana de Santo Amaro: três
padres, Frei Xisto, Frei Burchardo e Frei Pedro; e
dois irmãos religiosos: Frei Humberto e Frei
Sérvulo.
Trechos do livro de Toni Jochem, "Uma Caminhada
de Fé, História da Paróquia Santo
Amaro", publicado em 2005, como parte das comemorações
pelos 150 anos de existência da Paróquia.
O livro, que tem 670 páginas, pode ser adquirido
na própria Paróquia ou com o autor:
toni@tonijochem.com.br
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