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_ HISTÓRIA
Data de fundação do Convento:
9 de agosto de 1658.
Ano de chegada dos frades: 1600
Data de fundação da Paróquia:
08/01/1965
Número de habitantes do município:
59.000
Número de habitantes da paróquia:
15.000
O Convento de Nossa Senhora do Amparo, em São
Sebastião (SP), junto com outras construções
históricas como o Convento de São Francisco,
em São Paulo; o Convento de Santo Antônio,
no Rio de Janeiro; o Convento do Valongo, em Santos;
e o Convento da Penha, no Espírito Santo, formam
a base do mais belo patrimônio cultural e histórico
da Província Franciscana da Imaculada Conceição.
Todos tombados pela União ou pelo Estado, estes
marcos da nossa história dão orgulho
e, ao mesmo tempo, muita dor de cabeça para
os franciscanos, que fazem o que podem para manter
essas construções de pé.
O projeto de restauração do Convento
de São Sebastião foi aprovado pelo Condephaat
(Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico,
Artístico e Arquitetônico do Estado)
e pelo Iphan (Instituto Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional). Os trabalhos de restauração
incluem a restauração de pisos, impermeabilização
da umidade das paredes e substituição
das telhas francesas pelas coloniais, que são
as originais. Com isso, o telhado vai ser rebaixado.
A capela também deve abrigar um museu de arte
sacra, além de um auditório para apresentação
de vídeo e aula sobre a história do
prédio.
O Convento de Nossa Senhora do Amparo está
situado na cidade histórica de São Sebastião
(tem sete quarteirões tombados e vários
outros edifícios tombados isoladamente pelo
Condephaat), no Bairro São Francisco, no Litoral
Norte. É o edifício mais antigo da cidade.
A origem
Os sesmeiros Diogo de Unhate, Diogo Dias, João
de Abreu, Gonçalo Pedroso e Francisco de Escobar
Ortiz iniciaram a povoação na Ilha de
São Sebastião, desenvolvendo o local
com agricultura e pesca. Nesta época, a região
contava com dezenas de engenhos de cana de açúcar,
responsáveis por um maior desenvolvimento econômico
e a caracterização como núcleo
habitacional e político. Isto possibilitou
a emancipação político-administrativa
de São Sebastião em 16 de março
de 1636.
Mais para o norte da vila, formou-se com o tempo um
bairro com o nome primitivo de Itararé (pedra
cantante) do ribeiro do mesmo nome que passa nos fundos
do Convento. Com a construção do Convento,
o bairro passou a se chamar "Bairro de São
Francisco", nome com que é conhecido ainda
hoje.
Entre os moradores desta região, possuidores
de extensas terras com matas e lavoura, encontrava-se,
em meados do século XVII, Luiz Cabral de Mesquita
e Antônio Coelho de Abreu. Este tinha no Itararé
a sua vivenda, em que morava com sua mulher Luzia
Alves de Abreu, sem ter filhos. Existia no seu terreno
uma capelinha a Nossa Senhora dos Desamparados, que
Abreu dotara com 66 braças de patrimônio,
segundo descrição feita por Frei Basílio
Rower, no livro "Páginas de História
Franciscana no Brasil".
São esses moradores da Vila que pediram ao
Custódio, em visita aos Conventos de Santos
e Itanhaém, para construir um Convento no local.
Antônio de Abreu doou a terra e a aprovação
do governador eclesiástico se deu em 9 de agosto
de 1658.
O conjunto composto pela igreja e convento demorou
quatro anos para ficar pronto e foi construído
com taipa de pilão, sendo a base de pedra,
e alvenaria de tijolo e pedra. Em meados de 1668,
com o acabamento das obras da igreja, celebrou-se
nela a primeira festa de Nossa Senhora do Amparo .
Era o dia 8 de setembro e assim se deu sucessivamente
nos seguintes. O Santíssimo foi colocado somente
no dia 2 de dezembro, primeiro domingo do Advento.
Em tamanho, o Convento é um dos menores da
Província. Gracioso é o seu claustro
retangular, com três arcos de um e dois de outro
lado, descansando sobre grossas pilastras. Como singularidade
,que dos outros só o Convento de Cabo Frio
tinha (nos Conventos no norte era usual), vê-se
nele um corredor aberto com peitoril (varanda) que
circunda o claustro no andar de cima.
Nas paredes do pavimento térreo há
diversos nichos, que serviam de confessionários
para homens, como em alguns outros antigos Conventos,
e numa das paredes conserva-se o jazigo, com inscrição,
do Coronel Julião de Moura Negrão, nascido
em 1755 e falecido em 1838, que foi o fundador da
Vila Bela da Princesa.
No tempo de Frei Apolinário da Conceição
(1730) residiam no Convento 16 religiosos, mas observa
que "o número já chegara a vinte"
ou mais.
O frontispício da igreja e a torre não
fazem face com o Convento, mas avançam para
fora. Esta circunstância, como também
a diferença que se nota no teto do coro demonstra
a evidência de que o frontispício como
se vê, coro alpendre de três arcos, não
pertencia ao plano primitivo mas foi feito antes de
acabar toda a obra. Seria também o motivo pelo
qual a torre foi levantada quadrangular desde os fundamentos,
quando em todos os outros Conventos era apenas uma
parede com cubículo atrás das sineiras.
O frontão da igreja está feito em linhas
curvas e a torre encimada por meia laranja.
Além do altar-mor com a imagem de madeira
da Padroeira, havia os laterais de São Francisco
e de Santo Antônio, cujas imagens de barro são
mal acabadas. Posteriormente o altar de.São
Francisco foi substituído pelo do Bom Jesus
e a imagem do Patriarca passou para o de Santo Antônio.
Também na portaria existe uma imagem de Nossa
Senhora do Amparo.
De 1885 até o início da restauração
em 1931, o Convento ficou entregue a síndicos
ou a simples zeladores. No Capitulo Geral de 11 de
dezembro de 1937 foi instalado a Comunidade de dois
sacerdotes e dois Irmãos leigos, que desde
algum tempo tinham ajudado nos trabalhos da restauração.
A Paróquia
No dia 14 de fevereiro de 1965, Dom Idílio
José Soares, bispo de Santos, Frei Walter Kempf,
provincial dos franciscanos, e Pe. Nivaldo Vicente
dos Santos, pároco de São Sebastião,
cumprindo provisão episcopal de 25 de janeiro
de 1965, deu posse a Frei Hilário Banse, ofm,
como primeiro pároco da Paróquia de
N.S. do Amparo, do Bairro São Francisco da
Praia, na cidade de São Sebastião, criada
por decreto do mesmo bispo de Santos, no dia 8 de
janeiro de 1965.
Desde 1965, a Paróquia tem sede na igreja conventual
do Convento Franciscano de Nossa Senhora do Amparo.
Mas devido ao crescimento da região, e por
não ser permitido novas construções
no convento tombado, a atual administração
da Paróquia, em comum acordo com o Definitório
da Província Franciscana da Imaculada e com
a Diocese de Caraguatatuba, fez a aquisição
de um terreno de 3.200 metros quadrados, situado a
um quilômetro da atual matriz e a 500 metros
da capela do Morro do Abrigo, para se construir a
nova Igreja Matriz e dependências paroquiais.
O Convento continuará com os franciscanos,
como um centro de irradiação da mística
franciscana no Litoral Norte de São Paulo.
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