Nasceu
em Florença cerca de 1576, mas se mudou para a
Espanha junto a seu irmão Bartolomé em torno
de 1585.
Protegido pelo Duque de Lerma, foi nomeado pintor do rei
em 28 de janeiro de 1609, posto que ele manteve até
sua morte em 1638, coincidindo com Velázquez neste
trabalho para a realeza.
Influenciado pela obra de seu irmão, deixará
notar em suas primeiras mostras certas influências
do manierismo, fundamentalmente nas complicadas composições
e em suas estudadas poses.
Sem dúvida, pouco a pouco, fará total assimilação
do estilo reformista, culminando no final de 1620 com
o elevado realismo de seus quadros.
As
conclusões da Reforma Católica estabeleciam
a necessidade de criar imagens próximas emocionalmente
do fiel e compreensíveis visualmente. Um tema predileto
dos pintores naturalistas, que foram escolhidos pela Reforma,
é a Sagrada Família, que defende o dogma
da Virgindade de Maria e o dogma da divindade de Cristo
em vez de sua humanidade. Nessa linha de pensamento, ele
pinta vários quadros, entre eles a "Visão
de São Francisco" e a "Visão de
Santo Antônio".
Muito importante será, junto com o seu trabalho
artístico, o seu trabalho como defensor da profissão.
A atração que sentia pela atividade artística
e literária o levaria a ter contatos com notáveis
personalidades, entre as quais Lope de Veja, o Juan de
Jauregui, além de ter um elevado número
de livros de poesia em sua biblioteca (cerca de trezentas
obras).