O
italiano Luca Della Robbia foi o fundador de uma das famílias
mais bem-sucedidas na arte durante o Renascimento. A primeira
atividade de Luca como artesão foi no mundo têxtil,
como era tradição com seus antepassados.
Não é casualidade que o sobrenome Della
Robbia derive de "rubia tinctorum", um corante
vermelho para tecidos.
Em pouco tempo, Luca se interessou pela escultura e pela
arquitetura devido a sua amizade com personagens como
Brunelleschi, Donatello, Ghiberti, Leon Battista Alberti,
Michelozzo e Lorenzo, o Magnífico.
Seus
interesses humanísticos o guiaram pela escultura
de barro cozido, uma arte muito conhecida e apreciada
na Antiguidade, que renasce no século XV.
Luca deu novo impulso a trabalhos de terracota esmaltada
e, graças a eles, fez-se rico e famoso. Assim,
em 1446, comprou uma grande casa em Florença, onde
abriu um ateliê que se tornou famoso em todo o mundo
durante mais de um século. Deste ateliê,
saíram esculturas, relevos e outras obras que obtiveram
êxito comercial rápido, devido ao seu baixo
custo e a facilidade de transporte.
Seus
trabalhos em terra cozida e esmaltada, habitualmente de
cor branca, marcaram a Catedral de Florença e a
Capela do Convento do Monte Alverne, onde São Francisco
recebeu a impressão das Chagas de Cristo. Seus
seguidores famosos são o sobrinho Andréa,
1470, e o filho Giovanni, que morreu em 1529.
Esculturas na Capela do Convento do Monte Alverne, na
Itália, onde São Francisco recebeu a impressão
das Chagas de Cristo.