El
Greco é o apelido de Doménikos Theotokópoulos,
um dos artistas que melhor soube entender e desenvolver
o manierismo. Ele nasceu em 1541 na cidade de Candía,
atual Eraklion, capital da ilha de Creta, que naquele
tempo estava sob possessão da República
de Veneza.
Conhece-se pouco sobre sua família; seu pai se
chamava Giorgio e seu irmão maior se chamava Manussos,
homem de uma importante posição econômica.
Em 1570 estava em Roma, vivendo no palácio do cardeal
Alessandro Farnese. Foi admitido na Academia de São
Lucas em 1572 com o nome de "Dominico Greco",
como pintor em papel, tendo-se manifestado abertamente
contra o Juízo Final de Miguel Ângelo, pintado
na Capela Sistina.
Tal posição valeu-lhe a antipatia do meio
artístico de Roma, o que o terá levado a
partir para Espanha, com a provável intenção
de trabalhar nas obras do Escorial, mas passando primeiro
por Veneza.
Depois de uma curta estadia em Madrid a partir da Primavera
de 1577, instalou-se em Toledo em 1578 onde viveu até
à data da sua morte, com D. Jerónima de
Las Cuevas, com quem nunca casou, mas de quem teve um
filho que legitimou, parecendo que não poderia
casar, já que a mencionou em vários documentos,
assim como no seu testamento.
A vida de El Greco foi passada em Toledo, vivendo das
encomendas das igrejas e mosteiros da cidade e da província,
e dando-se com humanistas conhecidos, estudiosos e clérigos.
A tendência do pintor para alongar a figura humana,
aprendida em Miguel Ângelo, mas também em
Tintoretto e Paolo Veronese, e em pintores maneiristas
vai caracterizar toda a sua pintura.