Sua
obra tem uma importância fundamental no desenvolvimento
da arte ocidental. Giotto produziu afrescos - como os
do Santuário de São Francisco, em Assis
- que decoravam igrejas com características muito
singulares: figuras de santos com aparência de seres
humanos comuns, isso em pleno século XIII. Assim
a pintura de Giotto foi inovadora, sinalizando uma visão
humanista que iria se firmar no Renascimento.
Cronologia
1266 - Nasce, de família camponesa, em Colle
di Vespignano, pequena aldeia de Florença, Ambrogiotto
di Bondone. 1272 - Descoberto por Cenni di Pepo, conhecido
como Cimabue, que o leva a estudar e trabalhar no seu
estúdio em Florença. 1280 - Acompanha seu mestre, Cimabue, em freqüentes
viagens entre Roma e Assis 1287 - Casa com Ricevuta di Lapo del Pela, com
quem tem quatro filhos e quatro filhas. Dos filhos, Francisco
alcança certa notoriedade como pintor; a filha
mais velha, Catarina, casa com o pintor Rico di Lapo e
será mãe do famoso Stefano, pai, por sua
vez, de Giotto Júnior, ou Giottino. 1290
- Pinta com Cimabue, as "Histórias de Isaac",
em Assis. 1295 - Em Assis é consagrado mestre; filia-se
à Confraria dos Pintores. 1296 - Inicia, na Basílica de Assis, a série
de afrescos sobre a vida de São Francisco. 1300 - Viaja para Roma, onde executa e supervisiona
os trabalhos na Basílica de São João
de Latrão. 1301 - Abre seu estúdio em Florença. 1304 - 6 - Pinta os murais da Capela dos Scrovegni,
em Pádua. 1311 - Volta para Florença, onde se empenha
em especulações financeiras. 1327 - É admitido na Ordem dos Médicos
e Farmacêuticos, aberta também aos profissionais
da pintura. 1329 - Está em Neapoles, a serviço
de Roberto d'Anjou. 1332 - Viaja para Bolonha, onde pinta um retábulo
e decora a capela do Castelo Galliera. 1334 - Volta para Florença como mestre-chefe
das obras de construção da catedral. 1937 - Morre em Florença, em 8 de janeiro