Nascido
em 1284, o italiano Simone Martini foi provavelmente aprendiz
de Duccio, mas recebeu também a influência
da obra de Juan Pisano e da nova concepção
espacial de Giotto, todos do período conhecido
como "Trecento".
Sua carreira se iniciou em 1315 com a execução
da Majestade no Palácio Público de Siena.
Em 1317, Martini trabalhou em Nápoles para a corte
dos Anjou e na Basílica Inferior de Assis, onde
realizou os afrescos da Capela de São Martim.
Entre os anos 1320-1328, Simone Martini trabalhou em vários
centros, como Pisa, Orvieto e Siena, onde realizou, entre
outras obras, o retrato de Guidoriccio de Fogliano e as
cenas do Beato Agostinho, o Novo.
No século XIII, o gótico começa a
dar lugar para uma arte que resgata a escala humana. São
as primeiras manifestações do que, mais
tarde, se chamaria Renascimento e foi dividido em três
fases: "Trecento" (século XIV), "Quatrocento"
(século XV) e "Cinquecento" (século
XVI).
A
principal característica desse período conhecido
como Trecento é o surgimento da ilusão de
profundidade nas obras. Giotto (veja mais sobre este pintor
nesta série) é o seu maior expoente e realiza
em seus afrescos verdadeiros manifestos pictóricos
e teológicos que causaram furor em sua época.
A escola de Siena tem como melhor representante Simone
Martini. Seu estilo está claramente ligado ao bizantino.
Uma escola branda, onde os personagens são nobres,
as roupas e os entornos são ricas.
Em 1339 se mudou para Avignon, onde morreu em 1344.
Legendas: Acima, São Antônio e São
Francisco e, abaixo, Santa Clara e Santa Isabel da Hungria.