Fluminense
de Barra do Piraí, 35 anos, foi seguramente a maior
expressão da pintura lírica no Brasil. Com
exposições no Rio, São Paulo, Porto
Alegre, Caracas, Tessalonica, Toronto, Montreal, Londres,
São Francisco, Nova York, Berlim, Nápoles
e Genebra, representou o Brasil em 1981 e 1982 no Encontro
de Pintores no Museu de Arte Naif em Trebjne - Iugoslávia,
onde possui obras no acervo. Figura humana doce e rica,
pinta em cores suaves e envolventes: árvores, casas,
pássaros, maças, flores, cisnes em lagos
primaveris e noivas arrastando seu véu diáfano
em noites quietas de lua cheia.
Ligado
à terra e às raízes, viaja em 75
pelo Rio São Francisco e interior de Goiás,
e em 77 pela Antártida e Terra do Fogo em Busca
de flores, árvores, animais pássaros, do
homem matinal e de duas festas celestiais. Espírito
marcadamente religioso, revive em seus quadros o grande
mistério de Deus e do homem: sua paixão
mútua e seu encontro contínuo de vida ressurreição.
Foi
um artista dominado pela utopia: quer pintar o lobo e
nasce a pomba, quer pintar o Pobre de Assis e nasce o
homem que reconquistou o paraíso. O arquétipo
do bom, do acolhedor, da vida, da ternura e reconciliação
domina seus temas e suas cores. Certamente foi hoje, em
nosso meio, a mais bela expressão da arte reveladora
de Deus - pai acolhedor e do homem - irmão reconciliado
(do livro Francisco de Assis, o homem do Paraíso,
pela Editora Vozes).