Maria Pobre

O extraordinário de Maria é não ter nada de extraordinário. Foi escolhida por Deus contra todos os habituais critérios humanos.

Deus escolheu uma moça pobre da Galiléia, que diante de seus vizinhos e parentes não se distinguia em nada. Com essa pobre, ele realizou o maior acontecimento da história da humanidade: fez-se homem.

Mas ela viveu na sombra até o fim. Na sombra e na pobreza. Concebeu seu filho numa casa pobre, deu-o à luz numa cocheira e foi até o fim conhecida como mulher do carpinteiro.

Mas foi pobre. Maravilhou-se com o que Deus fez nela, mas também deve ter maravilhado Deus com sua pobreza. E todo o Reino de Deus passou e passa por ela.

Nós, logo que vemos algo especial, queremos exaltar. Parece que Deus tem outra maneira de ser. Não dá importância para as coisas grandiosas. Também os homens e mulheres que mais se entendem com Ele parecem ser do mesmo tipo. Acolhem o grandioso e o simples da mesma maneira. Para eles, tudo é igualmente transcendente.

Texto do livro de Frei José Carlos Corrêa Pedroso, "Dona Pobreza", Editora Vozes.