05/07/2002
As dificuldades da Missão em Angola

1 - Diminui o número de missionários
Frei Ângelo Vanazzi, que retornou em maio para mais um tratamento de saúde, foi aconselhado pela equipe médica a ficar no Brasil para resolver em definitivo o seu problema. Assim sendo, o Definitório Provincial acatou o parecer dos médicos e Frei Ângelo ficará no Brasil, provisoriamente no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. A partir de novembro poderá retornar a Luanda, assumindo seus compromissos na fraternidade local como guardião e pároco da comunidade paroquial de São Lucas, no bairro de Palanka.

No momento, encontra-se em férias nosso confrade missionário Frei Mário Stein, guardião da casa de formação e paroquial de Malange, interior de Angola. Desejamos-lhe boa estadia e recuperação de suas energias físicas e de sua saúde abalada pelo paludismo (a malária), que o acometeu de uma maneira agressiva no início deste ano em curso.
Devíamos estar agora com 12 missionários na ativa, todavia, são apenas 10. Esperamos um futuro mais promissor.

2 - As dificuldades na Missão
Frei Alexandre Magno já está em espera de compasso há mais de três meses para obter seu visto de permanência e assim deslocar-se para Angola. Tudo depende da burocracia lenta das respectivas autoridades angolanas. Tem-se a impressão de certa resistência à nossa presença missionária naquele país. Em tempo de guerra era mais fácil se obter o visto de permanência, mas agora, num novo tempo de aparente paz e tranqüilidade, pois a realidade está mudando para melhor, sentem-se mais dificuldades.

Por sua vez, Frei Evaristo, que trabalhava no interior - Malange - foi expulso, por não ter conseguido o visto definitivo. Teve de deixar Malange e se encontra em Luanda, mas sua permanência continua duvidosa e no impasse. Aguardamos notícias melhores para o nosso confrade e a nossa Missão.

Enfrentamos o mesmo problema com frei Pedro. Após longos meses, renovando sempre de novo o visto de turista, passado já um ano, estava na iminência de ser expulso do país. Assim, entre a cruz e a espada, na última semana, através da propina, 1.500 dólares, obteve o visto de permanência. Infelizmente, para um bem maior, no caso, o atendimento pastoral àquela gente, temos de ceder e até compactuar com certa realidade que fere nossos princípios. Não saberíamos dizer como agiria São Francisco de Assis nestas contingências. Nossa fraternidade agiu desta maneira e acreditamos que, apesar disso, obtenham as bênçãos de Deus para eles e para a Missão.

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