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A
paz é um dom de Deus. A paz torna-se realidade somente
quando se baseia no respeito pelas diferenças de raça,
de religião, de nacionalidade e onde exclusão
das diversidades não pode ser tolerada.
Como a
história recorda, desde o ano 3.600 a. C. até
hoje, mais de 14.500 guerras de grandes proporções
causaram a morte a quatro bilhões de pessoas, isto
é, dois terços da atual população
mundial (The New Internationalist, N° 311, abril 1999).
A partir
de 1945, 90% das vítimas dos conflitos bélicos
eram civis. Destas, 50% morreram na segunda guerra mundial
e 10% na primera (idem).
O que
é pior: uns 300 mil soldados ainda jovens tomam parte
em conflitos bélicos (de Internet: The Hague Peace
Appeal).
A violação
dos direitos humanos é uma das causas mais profundas
das guerras. Estas violações dos diretios humanos
comportam a negação dos direitos econômicos,
sociais e culturais, como também dos direitos ao bem-estar,
dos direitos políticos e dos direitos civis.
Desde
o fim da guerra fria, as sociedades civis vêm promovendo
campanhas destinadas à eliminação das
armas nucleares, à localização e desativação
de minas explosivas, à redução do tráfico
de armas, à redução da dívida
dos países pobres, à condenação
da violência contra mulheres e crianças e à
instituição de uma Corte Internacional Independente
para julgar os crimes cometidos contra a Humanidade. Esta
campanhas despertam muita solidariedade e coesão, constituindo
deste modo um forte motivo de esperança.
Inspirados
nos ensinamentos de S. Francisco e de Santa Clara de Assis,
nos desejamos:
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Viver os valores evangélicos da paz, da não-violência,
da justiça, da reconciliação, da caridade
e da solidariedade, no mundo atual, caracterizado por uma
globalização neo-liberal.
>>
Colaborar com todos aqueles que se propoem a promover mecanismos
de prevenção e solução dos conflitos
bélicos, a empregar métodos aptos à composição
de disputas e contrastes que possam degenerar em guerras,
a eliminar as armas de destruição de multidões
inteiras, a proibir o comércio de armas, a reduzir
as despesas militares com a finalidade de obter maior ajuda
dos Programas de Segurança e Proteção
do Ambiente, a substituir, enfim, a Lei da Força com
a Força da Lei.
>>
Inculcar com empenho o princípio segundo o qual todos
os povos sem exceção têm o direito de
gozar de todos os direitos, o que desejamos fazer pacificamente.
>>
"Tendo sempre diante dos olhos a persistência das
guerras e das inumeráveis e dolorosas destruições
de tantas vidas humanas, Cristo, vencedor do pecado e da morte,
apela-nos fortemente a não nos rendermos. A paz é
possível. A paz é un dever. A paz é uma
responsabilidade fundamental de todo homem!" (Joao Paulo
II)
>>
Com o mais ardente amor pela paz, clamamos com todas as forças:
Nunca mais a guerra! Nunca mais a morte!
>> Que se venha a criar por meio da justiça uma
cultura de paz
no século XXI!
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