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06-03-2003
Apelo por uma ação global em favor da Justiça e da Paz

A paz é um dom de Deus. A paz torna-se realidade somente quando se baseia no respeito pelas diferenças de raça, de religião, de nacionalidade e onde exclusão das diversidades não pode ser tolerada.

Como a história recorda, desde o ano 3.600 a. C. até hoje, mais de 14.500 guerras de grandes proporções causaram a morte a quatro bilhões de pessoas, isto é, dois terços da atual população mundial (The New Internationalist, N° 311, abril 1999).

A partir de 1945, 90% das vítimas dos conflitos bélicos eram civis. Destas, 50% morreram na segunda guerra mundial e 10% na primera (idem).

O que é pior: uns 300 mil soldados ainda jovens tomam parte em conflitos bélicos (de Internet: The Hague Peace Appeal).

A violação dos direitos humanos é uma das causas mais profundas das guerras. Estas violações dos diretios humanos comportam a negação dos direitos econômicos, sociais e culturais, como também dos direitos ao bem-estar, dos direitos políticos e dos direitos civis.

Desde o fim da guerra fria, as sociedades civis vêm promovendo campanhas destinadas à eliminação das armas nucleares, à localização e desativação de minas explosivas, à redução do tráfico de armas, à redução da dívida dos países pobres, à condenação da violência contra mulheres e crianças e à instituição de uma Corte Internacional Independente para julgar os crimes cometidos contra a Humanidade. Esta campanhas despertam muita solidariedade e coesão, constituindo deste modo um forte motivo de esperança.

Inspirados nos ensinamentos de S. Francisco e de Santa Clara de Assis, nos desejamos:

>> Viver os valores evangélicos da paz, da não-violência, da justiça, da reconciliação, da caridade e da solidariedade, no mundo atual, caracterizado por uma globalização neo-liberal.

>> Colaborar com todos aqueles que se propoem a promover mecanismos de prevenção e solução dos conflitos bélicos, a empregar métodos aptos à composição de disputas e contrastes que possam degenerar em guerras, a eliminar as armas de destruição de multidões inteiras, a proibir o comércio de armas, a reduzir as despesas militares com a finalidade de obter maior ajuda dos Programas de Segurança e Proteção do Ambiente, a substituir, enfim, a Lei da Força com a Força da Lei.

>> Inculcar com empenho o princípio segundo o qual todos os povos sem exceção têm o direito de gozar de todos os direitos, o que desejamos fazer pacificamente.

>> "Tendo sempre diante dos olhos a persistência das guerras e das inumeráveis e dolorosas destruições de tantas vidas humanas, Cristo, vencedor do pecado e da morte, apela-nos fortemente a não nos rendermos. A paz é possível. A paz é un dever. A paz é uma responsabilidade fundamental de todo homem!" (Joao Paulo II)

>> Com o mais ardente amor pela paz, clamamos com todas as forças: Nunca mais a guerra! Nunca mais a morte!

>> Que se venha a criar por meio da justiça uma cultura de paz
no século XXI!