31/10/2004
A experiência de Canindé (sete anos de profissão solene)

A Conferência dos Frades Menores do Brasil (CFMB), que é formada pelos Ministros Provinciais aprovaram o Encontro de Formação Permanente com uma experiência de evangelização e missão para os frades que celebraram sete anos de profissão solene. O encontro aconteceu no dia 30 de setembro e foi até 17 de outubro na cidade de Fortaleza e Canindé (CE).

O encontro foi uma pequena "parada" dos frades para partilhar os primeiros anos de caminhada franciscana. Uma ajuda mútua na busca sempre mais autêntica da vida e missão da Ordem e favoreceu um maior entrosamento entre os frades da Conferência.

A experiência em Fortaleza e Canindé foi rica e marcante em muitos aspectos. Primeiramente, a partilha dos frades das Províncias e Vices-Províncias , o conhecimento e o convívio com os confrades do encontro e os das Fraternidades de Fortaleza e Canindé.

O outro aspecto a ser destacado foi a presença de outros confrades que ajudaram nas reflexões e no convívio: Frei Francisco Lima, Frei Vitório Mazzuco (Vice-Provincial da Província da Imaculada Conceição), Frei Walter Schreiber, Frei Aloísio Fragoso (Provincial da Província de Santo Antônio - Recife) Frei Sebastião Kremer e Dom Aloísio Lorscheider.

Em Fortaleza, Frei Humberto introduziu os frades na espiritualidade do romeiro de Canindé, pois o frei já havia sido pároco do Santuário de São Francisco das Chagas por alguns anos. Frei Carlos, que é o atual pároco de Canindé, expôs toda a realidade do Santuário: os romeiros, as devoções, o povo de Canindé, as pastorais no Santuário e toda a administração.

A romaria de Canindé é marca de uma devoção muito forte e de uma fé simples mas profunda. É um devoção singela por São Francisco das Chagas, mas de uma profundidade religiosa muito forte. Por essa singeleza nos faz voltarmos a buscarmos um modo franciscano de ser junto do romeiro. O modo despojado de ser do romeiro faz enxergar no frade a imagem de São Francisco e, com isso, nos convida para um testemunho mais coerente na vida religiosa franciscana, isto é, a minoridade entre os menores.

Se o romeiro via em nós a imagem de São Francisco, nós víamos neles um Francisco verdadeiramente despojado. Bastava ver a fé, as distâncias das viagens, os paus-de-arara, as caminhadas no sertão ensolarado e quente, a devoção confiante e marcada de uma esperança de dias melhores.

Diante dessa fé simples e profunda, não havia conceitos e teorias teológicas que pudessem explicar essa fé tão pura e fiel a Deus e a São Francisco. Estávamos diante de um mistério. Mas esse mistério revelava-se no diálogo, na esperança e na fé do romeiro. Havia momentos que recordávamos aquelas pessoas do Evangelho que vinham atrás de Jesus. E Jesus se admirava da fé delas. Certamente foi essa fé que encontramos lá.

O encontro nos enriqueceu muito. Certamente, cada frade que ali fez essa experiência, levou consigo um exemplo de fé, de simplicidade e de despojamento para buscar viver na sua Província e Vice-Província esses aspectos da espiritualidade franciscana.

Agradecemos às Províncias e Vice-Províncias por essa experiência vivida e a todos os outros confrades da Província de Santo Antônio pela a acolhida e pela experiência vivida.

Obrigado! Pelo Grupo: Frei Luis Francisco Kreischer,ofm.


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