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10/06/2005
Evangelizar
em Fraternidade
A evangelização é a expressão de um
encontro pessoal com o Senhor e, como a Samaritana, como os discípulos
de Emaus, como Francisco e muitos outros que se
encontraram com Jesus, não se pode deixar de comunicá-lo
e anunciá-lo. Quem fez do Evangelho a própria forma
de vida não pode deixar de se tornar evangelho; nesse
sentido, Tomás de Celano fala de Francisco como Evangelho
vivo; ele, que por trás da letra do Evangelho, por trás
das palavras da Escritura havia reconhecido o Verbo do Pai, tornou-se
depois Evangelho, tornou-se missionário, tornou-se evangelizador.
Aliás, a presença do reino de Deus em nosso meio leva-nos
a tornar-nos, a ser missionários, a ser evangelizadores.
E então, ainda hoje o Espírito do Senhor nos envia
a proclamar a boa nova aos pobres, a proclamar a libertação
dos prisioneiros e anunciar a todos que o reino de Deus está
presente e em nosso meio.
A fraternidade em missão é uma re-apropriação
do espírito original de São Francisco e uma resposta
aos desafios do homem de hoje. Nos últimos anos, a Ordem
recuperou uma
das características do espírito e da forma vitae
de Francisco, a comunhão de vida em fraternidade, a vida
em fraternidade. Graças a esta recuperação,
hoje o importante
não é dar testemunho isoladamente, trabalhar sozinho,
muito menos ser santo individualmente. Importante é evangelizar
em fraternidade, testemunhar o Evangelho e os
valores evangélicos em fraternidade, chegar a uma santidade
fraterna. Por outro lado, não podemos esquecer que esta era
a metodologia missionária que Jesus queria para os seus:
Ide dois a dois e pregai o Evangelho. Francisco compreendeu
muito bem este ensinamento e, por isso, pediu-nos que fôssemos
sempre dois a dois, isto é, em fraternidade. Estou convencido
de que é exatamente o valor da fraternidade que melhor pode
responder aos desafios que hoje nos chegam de um mundo tão
individualista, de um mundo onde viver, ou melhor, conviver com
o outro nem sempre é fácil. Nós, franciscanos,
somos chamados a dar testemunho de Deus como comunhão na
diversidade, vivendo, exatamente, em fraternidade.
Frei José Rodrígues Carballo, ministro geral
da Ordem dos Frades Menores no último boletim Fraternitas
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