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       São Paulo, 21/11/2008, 18:24          
 
Notícias

24/10/2005
A Fraternidade "sinal" para o mundo de hoje

São Paulo (SP) - Se a fraternidade é parte fundamental de nossa espiritualidade, devemos viver aquilo que o Capítulo geral chamou de "a santidade fraterna" e suas conseqüências. Somos levados para esse caminho também pela consciência de que a fraternidade é nossa contribuição para a evangelização, porque ela se torna por si mesma o melhor modo de evangelizar: "nossa forma de vida é o primeiro modo de evangelizar" (Sdp 42). Numa Igreja que se redescobre comunhão, a fraternidade é o sinal visível que somos chamados a guardar e a manifestar.

Há algum tempo já usamos a expressão Fraternidade-em-missão, que tem também este significado: na medida em que somos Fraternidade, estamos também "em missão". A Fraternidade não existe antes da missão, pois a vivência da fraternidade é exatamente a primeira modalidade de nossa missão. Todo o gesto de fraternidade torna-se, assim, um gesto missionário e, por outro lado, sabemos que não fomos chamados para nós mesmos, mas para tornar-nos uma fraternidade para a salvação do mundo.

"Nossas Fraternidades e nossos postos de trabalho assumem o desafio ético de serem sinais que despertam o desejo de outro caminho de convivência e de relacionamento: o caminho que conduz à plenitude da vida mediante o caminho do diálogo". É o que declaramos no Capítulo geral de 2003 (Sdp 31); mas é preciso examinar nossos comportamentos e verificar se de fato assumimos esse desafio ético, fazendo o diálogo entrar em nossas casas e em nossos postos de trabalho.

Nenhuma obra, por mais importante que seja, pode eximir-se dessa responsabilidade. Sendo responsáveis pela continuação das obras em que muitos Frades empregaram suas melhores energias apostólicas, assim, em relação à Igreja, somos responsáveis por oferecer sempre um sinal da possibilidade de viver em fraternidade. Por isso, a cada forma de missão e de apostolado, queremos associar sempre o sinal de uma fraternidade vivida. Também nesse ponto, desejamos chamar a atenção para alguns desafios:

o nas opções pastorais, privilegiar aquelas que estão em maior consonância com nossa forma de vida;

o deixar-se "seduzir pelos claustros esquecidos, pelos claustros inumanos, onde a beleza e a dignidade da pessoa são continuamente ofuscadas" (Sdp 37), vivendo-os dentro de um projeto de vida fraterna que seja luz para o mundo;

o estar próximos às pessoas, partilhando nossa vida e missão com suas alegrias e dificuldades;

o destacar o valor particular da vida fraterna nos territórios de missão ad gentes, para anunciar ao mundo o amor capaz de superar as divisões de raça, cor e tribo.
o na reestruturação das presenças e obras, ter como critério a manutenção viva de uma autêntica vida fraterna.

A crise de fé e de ética de nosso tempo nos questiona sobre a real possibilidade da comunhão. No início da história da Igreja, o Espírito de Deus constituiu um povo novo, tirando-o do meio dos povos e assim ofereceu ao mundo a possibilidade de viver a comunhão com Jesus. O mesmo Espírito impele-nos hoje a sermos no mundo um sinal da realidade dessa possibilidade.

Carta do Definitório Geral da Ordem - Extraída do Boletim "Fraternitas"
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