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       São Paulo, 21/11/2008, 16:50          
 
Notícias

13/11/2006
Muitas idéias, discussão necessária

Frei Elói (à esq.) e Frei Mannes na exposição da manhã.

Por Frei João Bosco
Agudos (SP)
- Esta manhã seria dedicada à Formação Inicial e aos resultados dos grupos sobre esse assunto. Mas o que se notou foi que, vira-e-mexe, por qualquer pretexto, a discussão volta para a Formação Permanente.

Antes que você, leitor, também misture as coisas, como fazem os frades no plenário, aqui vai uma distinção básica,  aliás, já feita anteriormente por Frei César K, na entrevista ao nosso site.

A Formação Inicial é o período em que abrange o  Postulantado, Noviciado e o período de Profissão Temporária, tempo em que os frades se preparam para a Profissão Solene e aqueles que escolhem os ministérios ordenados cursam filosofia e Teologia. 

Esse é o período que está em discussão no Capítulo. No entanto, os capitulares voltam sempre para o período da Formação Permanente, ou seja, para a caminhada de toda a vida dos frades da Província, posterior à Formação Inicial.

A constatação é simples e básica: podemos ter uma excelente Formação Inicial. Mas quando os frades jovens chegam às fraternidades já constituídas, encontram lá as maiores dificuldades para viver o que aprenderam. Por isso é que a discussão sempre volta à Formação Permanente, à conversão constante, necessária para que as fraternidades acolham os frades recém-chegados e lhes permitam crescer em busca de uma sempre maior perfeição. Esse é o objeto da Formação Permanente.

Nesta manhã foi isso que aconteceu:  depois da apresentação dos secretários dos grupos, sobre a Formação Inicial, o que se discutiu foi a situação dos frades que deixam a ordem, ou estão em processo de desligamento, a situação do Bom Jesus entre outras questões. Discussão boa e necessária, sem dúvida, que no fundo converge para o assunto principal: que tipo de frades queremos formar? São adequados os meios que utilizamos?

Frei Eloi Piva, professor de Teologia e Frei João Mannes, de Filosofia, apresentaram as “Diretrizes para os Estudos”, que logo mais passarão pelo crivo dos grupos de trabalho.

Na visão deles, a Província sempre teve uma vocação intelectual e os exemplos do passado, de apreço aos estudos são, deveras, edificantes. Devemos, é claro, honrar essa tradição. Mas qual o caminho? Que tipo de estudos devemos incentivar? É esse o propósito das presentes “Diretrizes para os Estudos” que deverão ser aprovadas  “ad experimentum” pelo presente Capítulo.    

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