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Notícias

07/12/2006
EnCantando comemora a nova parceria com a Orquestra Antunes Câmara

Veja mais imagens do concerto realizado na Escola Duque de Caxias, em São Paulo

Um concerto na Escola Municipal Duque de Caxias, na Baixada do Glicério, realizado no dia 6 de dezembro, marcou uma nova fase do projeto EnCantando a Vida. Apesar do forte temporal no final da tarde, o público pôde conhecer e admirar a Orquestra Antunes Câmara, sob a regência do seu fundador e maestro Ênio Antunes. Ele e seus alunos-músicos darão aulas de violino para os alunos do projeto EnCantando a Vida e da Escola Duque de Caxias. Essa união só foi possível graças à disposição da diretora Maria Rita Cáceres, que abriu as portas da escola para esta iniciativa.

Frei Ademir Peixer, coordenador do projeto, não cabia em contentamento. “Na verdade, é mais do que uma parceria: é uma aliança. Porque ele (Ênio Antunes) traz o conhecimento, a experiência, de um trabalho em prol de uma causa idêntica à nossa”, comemorou. Antes da orquestra, o Coral do Sefras e do EnCantando, regidos por Frei Peixer, se apresentaram juntos.

O mineiro Ênio Antunes, professor na UniFiamFaan, conheceu o trabalho do EnCantando quando se reuniu com o seu aluno, Frei Peixer, para falar sobre um trabalho escolar da história do violino. Foi, então, que Frei Peixer, tomou conhecimento do projeto social da Orquestra Antunes Câmara/“Tocando Desafios”, que faz uma ação social, humanitária, artístico, pedagógica e musical. “A gente trabalha com crianças carentes. Em Engenheiro Coelho, cuido de 26 meninas através do ‘Arte Feminina’. Os alunos da orquestra são mestres delas e elas guardiãs deles. Também têm os meninos de rua do projeto Serena, no bairro da Pompéia, que também tem esta característica. Quando Frei Peixer falou do EnCantando, descobrimos que temos o mesmo trabalho humanista. E eu falei para ele: ‘O problema é que eu não posso desenvolver isso numa escola pública, porque não tenho o espaço para isso’. Aí ele falou desta escola e nos propôs esta parceria”, explicou o maestro Ênio, que também é regente da Camerata Faan Bachiana Jovem.

Pelo novo projeto para 2007, serão abertas 40 vagas. “Nos três primeiros meses, vou desenvolver a percepção desses alunos através de cores, que é a linguagem que criei pedagogicamente para iniciar um aluno no instrumento de cordas”, antecipa Antunes, que no processo seguinte terá a ajuda de seus músicos para ensinar os alunos do EnCantando.

Segundo Frei Peixer, o projeto continuará com as atividades de flauta, violão e canto. Além de violino, os alunos terão aulas de viola, violoncelo, canto com a professora Rose de Souza, fisiologia da voz, artes plásticas e oficinas de coro e teatro. O tempo para desenvolvimento do aluno é de 1 a 4 anos.

Outro aspecto que Antunes ressalta é o intercâmbio entre todos os projetos. “Uma vez a cada dois meses, a gente reúne essas células para uma atividade coletiva e de intercâmbio”, observa.

A diretora Maria Rita lembrou que não acreditou na proposta de Frei Peixer e da pedagoga Luciene de Azevedo quando a procuraram para iniciar o EnCantando. “Hoje, podemos dizer que estamos construindo uma teia de encantos. O Frei e a Luciane encantaram a nós e o maestro o EnCantando a Vida. E nós vamos construindo e ampliando esta teia ainda mais”, finalizou. (Por Moacir Beggo)


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