Provincia Provincia Provincia Provincia SAV Provincia Provincia
       São Paulo, 03/12/2008, 20:30          
 
Notícias

08/12/2006
Mensagem pontifícia sobre Maria Imaculada

Veja também especiais sobre Nossa Senhora

Cidade do Vaticano - A Imaculada Conceição «é imagem da beleza e da caridade divinas», considera o cardeal Tarcisio Bertone, em uma mensagem enviada em nome de Bento XVI.

O purpurado salesiano saúda, com a carta pontifícia, os participantes da XI Sessão Pública das Academias Pontifícias, organizada nesta quinta-feira pelas Pontifícias Academias da Imaculada e Mariana Internacional, sobre o tema: «A Imaculada, Mãe de todos os homens, imagem da beleza e da caridade divinas».

Este tema, declara o cardeal Bertone, «quer sublinhar precisamente a participação singular da Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe de todos os homens, no mistério de Deus, mistério excelso de beleza e de caridade».

«Deus, Uno e Trino, que difunde sua beleza e sua caridade no mundo que criou, comunica de maneira particular estas qualidades suas às criaturas humanas por meio do perfeitíssimo Mediador, seu Filho Jesus Cristo, modelando-as e santificando-as com a potência do Espírito Santo, para que sejam santas e imaculadas em sua presença pela caridade».

Agora, acrescenta, «Maria de Nazaré se destaca entre todas as criaturas como espelho resplandecente da beleza divina, pois, ao ter sido “preservada” do pecado original e cheia de “graça”, está tão animada e penetrada pela caridade do Espírito Santo, que se converte em protótipo da pessoa humana, que da maneira mais radical e sem reserva alguma, acolhe o Filho de Deus, na hora trágica de sua Paixão e na da Ressurreição».

«Ao permanecer profundamente unida a Cristo, crucificado e ressuscitado, Maria se revela como Mãe de toda a humanidade e, em particular, dos discípulos do Filho.»

O cardeal Bertone cita a primeira encíclica de Bento XVI, «Deus caritas est», quando diz: «Maria se converteu efetivamente em Mãe de todos os crentes. A sua bondade materna, assim como a sua pureza e beleza virginal, se dirigem os homens de todos os tempos e de todas as partes do mundo em suas necessidades e esperanças, em suas alegrias e contratempos, em sua solidão e em sua convivência».

«E sempre experimentam o dom de sua bondade; experimentam o amor inesgotável que derrama desde o mais profundo de seu coração. Os testemunhos de gratidão, que lhe manifestam em todos os continentes e em todas as culturas, são o reconhecimento daquele amor puro que não se busca a si mesmo, mas que simplesmente quer o bem», acrescenta a mensagem.

Através da carta, o Papa alenta todos os que estudam a figura de Maria para que se adentrem em seu descobrimento pelo «caminho da verdade» e o «caminho da beleza», que estão unidos no «caminho da caridade».

Eleitos para ser santos e imaculados
Gênesis 3, 9-15.20; Efésios 1, 3-6.11-12; Lucas 1, 26-38
Por Frei Raniero Cantalamessa, ofmcap.

Para que a solenidade da Imaculada Conceição não fique em mera celebração dos «privilégios» de Maria, mas nos toque e nos implique profundamente, devemos compreendê-la à luz das palavras de Paulo na segunda leitura: «Deus Pai nos elegeu em Jesus Cristo antes da criação do mundo para sermos santos e imaculados em sua presença, no amor». Todos, portanto, estamos chamados a ser santos e imaculados, é nosso verdadeiro destino; é o projeto de Deus sobre nós. Pouco mais adiante, na mesma Carta aos Efésios, Paulo contempla este plano de Deus referindo-o não já aos homens singularmente considerados, cada um por sua conta, mas à Igreja Universal, esposa de Cristo: «Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificá-la mediante o batismo e a palavra, e apresentá-la resplandecente a si mesmo, sem que tenha mancha nem ruga nem coisa parecida, mas que seja santa e imaculada» (Ef 5, 25- 27).

Uma humanidade de santos e imaculados: eis aí o grande projeto de Deus ao criar a Igreja. Uma humanidade que possa, por fim, comparecer ante Ele, que já não tenha que fugir de sua presença, com o rosto cheio de vergonha, como Adão e Eva após o pecado. Uma humanidade, sobretudo, que Ele possa amar e estreitar em comunhão consigo, mediante seu Filho, no Espírito Santo.

O que representa, neste projeto universal de Deus, a Imaculada Conceição de Maria que celebramos? A Liturgia responde a esta pergunta no prefácio da Missa do dia, quando, dirigindo-se a Deus, canta: «Nela, nos destes as primícias da Igreja, esposa de Cristo, sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza. (...) Escolhida, entre todas as mulheres, modelo de santidade...». Eis aqui, então, o que celebramos nesta solenidade em Maria: o início da Igreja, a primeira realização do projeto de Deus, na qual existe como a promessa e a garantia de que todo o plano irá para seu cumprimento: «Nada é impossível para Deus!». Maria é a prova disso. Nela brilha já todo o esplendor futuro da Igreja, como em uma gota de orvalho em uma manhã serena se reflete o azul do céu. Também, e sobretudo por isso, Maria é chamada «mãe da Igreja».

Maria não se apresenta, no entanto, só como aquela que está atrás de nós, no começo da Igreja, mas também como que está à nossa frente «como modelo para o povo de Deus». Nós não nascemos imaculados como, por singular privilégio de Deus, Ela nasceu; e ainda mais, o mal reside em nós em todas as fibras e de todas as formas. Estamos cheios de «rugas» que é preciso retirar, e de «manchas» que é preciso lavar. É neste trabalho de purificação e de recuperação da imagem de Deus que Maria está ante nós como poderoso chamado.

A liturgia fala d’Ela como de um «modelo de santidade». A imagem é justa, sob a condição de que superemos as analogias humanas. A Virgem é como as modelos humanas que posam, imóveis, para deixar-se pintar pelo artista. Ela é um modelo que atua conosco e dentro de nós, que nos dá a mão para representar as linhas do modelo por excelência, seu e nosso, que é Jesus Cristo, para fazer-nos «conformes a sua imagem» (Rm 8, 29). Ela é, de fato, «advogada de graça» antes ainda que modelo de santidade. A devoção a Maria, quando é iluminada e eclesial, em verdade não desvia os fiéis do único Mediador, mas os leva a Ele. Quem teve a experiência autêntica da presença de Maria na própria vida sabe que esta se determina por inteiro em uma experiência do Evangelho e em um conhecimento mais profundo de Cristo. Ela está idealmente ante todo o povo cristão, repetindo sempre o que disse em Caná: «Fazei o que Ele vos disser»
. (Fonte Ag. Zenit)


menu_missoes
 
galeria alem-fronteiras como ajudar onde os frades atuam missao franciscana em angola vocacao missionaria reportagens especiais noticias
 
| HOME |
 
   
[Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil] - Copyright © 2008 Franciscanos.org.br
Todos os direitos Reservados.