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       São Paulo, 03/12/2008, 20:34          
 
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18/12/2006
Vaticano reconhece 2º milagre e Bento 16 deve anunciar cacanonização de Frei Galvão

Frei Antônio de Sant'Ana Galvão

Cidade do Vaticano - A Congregação para as Causas dos Santos foi autorizada esse sábado por Bento XVI a promulgar decreto em que aprova milagre atribuído à intercessão do beato Frei Galvão, o que abre as portas a que ele seja proclamado o primeiro santo nascido no Brasil.

Com isso, alimenta-se a esperança dos inúmeros devotos de Frei Galvão de que ele seja canonizado durante a visita do Papa ao Brasil em maio de 2007.

No contexto da festividade do beato Frei Galvão, dia 25 de outubro, o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, afirmou que essa possibilidade foi cogitada junto ao Vaticano.

Mas nenhuma informação oficial sobre a data da canonização ainda foi difundida pela Santa Sé.

Frei Galvão nasceu em 1739 de uma família profundamente piedosa e conhecida pela sua grande caridade para com os pobres. Batizado com o nome de Antônio Galvão de França, depois de ter estudado com os Padres da Companhia de Jesus, na Bahia, entrou na Ordem dos Frades Menores em 1760; diz biografia difundida pela Santa Sé.

Foi ordenado Sacerdote em 1762 e passou a completar os estudos teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo, onde viveu durante 60 anos, até à sua morte ocorrida a 23 de Dezembro de 1822.

A vida de Frei Galvão foi marcada pela fidelidade à sua consagração como sacerdote e religioso franciscano, e por uma devoção particular e uma dedicação total à Imaculada Conceição, como «filho e escravo perpétuo».

Além dos cargos que ocupou dentro da sua Ordem e na Ordem Terceira Franciscana, ele é conhecido sobretudo como fundador e guia do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido como «Mosteiro da Luz», do qual tiveram origem outros nove mosteiros.

Além de Fundador, Frei Galvão foi também o projetista e construtor do Mosteiro que as Nações Unidas declararam Patrimônio cultural da humanidade.

Enquanto ele ainda vivia, em 1798 o Senado de São Paulo definiu-o «homem da paz e da caridade», porque era conhecido e procurado por todos como conselheiro e confessor, além de o franciscano que aliviava e curava os doentes e os pobres, no silêncio da noite.

Frei Galvão convida-nos a crescer em santidade e na devoção a Nossa Senhora da Conceição e deixa a todos nós brasileiros a grata mensagem de sermos pessoas da paz e da caridade, sobretudo para com os pobres e os marginalizados.

O religioso foi beatificado pelo Papa João Paulo II no dia 25 de outubro de 1998.

Em sua homilia na concelebração eucarística, o Papa disse que Frei Galvão «quis corresponder à própria consagração religiosa, dedicando-se com amor e devotamento aos aflitos, aos doentes e aos escravos da sua época no Brasil».

«Sua fé genuinamente franciscana, evangelicamente vivida e apostolicamente gasta no serviço ao próximo, servirá de estímulo para o imitar como “homem da paz e da caridade”».

Segundo João Paulo II, «a missão de fundar os Recolhimentos dedicados a Nossa Senhora e à Providência continua produzindo frutos surpreendentes: ardoroso adorador da Eucaristia, mestre e defensor da caridade evangélica, prudente conselheiro da vida espiritual de tantas almas e defensor dos pobres».

«Que Maria Imaculada, de quem Frei Galvão se considerava «filho e perpétuo escravo», ilumine os corações dos fiéis e desperte a fome de Deus até à entrega ao serviço do Reino, mediante o próprio testemunho de vida autenticamente cristã», afirmou o Papa na beatificação. (Fonte: Ag. Zenit)

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