Entrevista Frei Samuel Ferreira de Lima
A Província da Imaculada Conceição do Brasil, presentes nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, está dividida em Regionais. Nos dias 28 e 29 de maio, no Seminário Santo Antônio, de Agudos (SP), houve o encontro das fraternidades que compõem o Regional de Agudos, ou seja, a fraternidade do Seminário, a fraternidade de Santo Antônio de Bauru e a fraternidade de Bom Jesus dos Perdões de Sorocaba.
Por Bruno Tadeu de Oliveira Santos e Alexsandro Braz da Silva, seminaristas
 |
Frei Samuel Ferreira de Lima |
Acompanhe trechos da reflexão de Frei Samuel Ferreira de Lima, responsável pela animação missionária na Província da Imaculada.
Sinais vivos
“Hoje, estamos presentes num ambiente de cultura urbana, com paróquias e conventos influenciados por essa cultura. Devemos fazer com que nossas fraternidades não sejam apenas “centros de evangelização da manutenção sacramental”, mas sinais vivos e atuantes nesta realidade de fraturas sociais. Temos necessidade de uma articulação entre as diferentes expressões do carisma franciscano, como a OFS, a Jufra e outros movimentos, para se criar, nas pastorais uma evangelização, um meio de transformar essa realidade, fazendo com que transpareça nosso carisma.”
Revisão de vida
“Vivemos um momento muito oportuno para revermos nossa ação. Somos convidados a fazer, com o 8° Centenário da Ordem, um retorno às origens como Ordem Franciscana e como Igreja. Vivemos um momento de reflexão sobre a Eclesiologia na América Latina e nossa Evangelização e Missão.”
Nossa missão
“São Francisco foi um homem itinerante, aberto ao diálogo, que ia ao encontro. O leproso era alguém excluído e discriminado, porém Francisco vai ao seu encontro. Ele deixa os limites da cidade para viver além dos muros; abre mão de segurança e estabilidade para viver no campo. Existia, em sua época, um iminente conflito entre cristãos e mulçumanos e, justamente ao sultão, Francisco se dirige. Devemos atualizar essa dinâmica detectando as situações limítrofes do mundo moderno. No Congresso Missionário de Córdoba, tivemos a oportunidade de partilhar experiências de diversas realidades. Por exemplo, no Equador há uma mobilização em torno dos aidéticos; no Haiti, o problema é a crise política e a guerrilha; na Colômbia, há o tráfico de drogas. Essas situações devem mover a abordagem da fraternidade. Não haverá uma nova evangelização se os nossos formandos não forem, desde já, iniciados nessa dinâmica e de maneira concreta”
|