A Arquidiocese de São Paulo celebra neste domingo, dia 8, às 15 horas, a Missa do Centenário que encerra as festividades do ano jubilar que teve início em agosto do ano passado, com o tema "Arquidiocese de São Paulo, 1908-2008: 100 anos a serviço do Evangelho" e o lema "Deus habita esta cidade" (cf Sl 46,6). A celebração será presidida por Dom Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico no Brasil e representante do Papa Bento 16 no país.
Os portões do estádio do Pacaembu serão abertos às 12h30 para um show musical que terá início em seguida com o Grupo Mensagem Brasil (Eugênio Jorge), seguido das apresentações de Irmã Míria Kolling, Pe. Zezinho, Pe.Juarez, Pe. Antônio Maria e Agnaldo Rayol.
“A missa no Pacaembu, dia 8 de junho, deverá ser uma grande manifestação da unidade e da vida da Igreja na cidade de São Paulo, do centro e das periferias, das comunidades paroquiais e das demais formas e expressões de comunidades eclesiais;
também as pastorais, movimentos, associações, escolas, colégios e outras instituições de educação ligadas à Igreja.
É convite e desejo do arcebispo e dos bispos auxiliares que toda a Igreja de São Paulo dê o sinal de sua presença nesse dia!”, explicou o Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.
A diocese de São Paulo foi criada pelo papa Bento 14, no dia 6 de dezembro de 1745, com a bula “Candor Lucis Aeternae”; até então, fazia parte da diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foi elevada em arquidiocese e sede metropolitana no dia 7 de junho de 1908 pelo papa São Pio 10º, com a bula “Dioecesium Nimiam Amplitudinem”.
"É um fato que a organização da Igreja, não apenas em São Paulo mas no Brasil todo, só conseguiu deslanchar depois da separação total entre a Igreja e o Estado, em 1889, com a proclamação da República. O regime do padroado, que vigorou no tempo colonial e também durante o período do Império brasileiro, confiava ao Estado o cuidado da Igreja; na verdade, porém, essa situação manteve a ação da Igreja atrelada às decisões e interesses do Estado e, de certa maneira, sufocou a Igreja no desempenho de sua missão", lembra D. Odilo.
"O fim do padroado, com a proclamação da República, gerou protestos por parte da própria Igreja, mas revelou-se bem depressa como uma grande vantagem: a Igreja, livre da tutela do Estado, ganhava liberdade e podia desenvolver-se com dinamismo próprio", explicou o arcebispo de S. Paulo.
Durante o século de sua existência, a Arquidiocese de São Paulo já foi governada por seis arcebispos: dom Duarte Leopoldo e Silva (1907- 1938), dom José Gaspar D’Afonseca e Silva (1939-1943); o cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta (1944-1964); o cardeal Agnelo Rossi (1964-1970); o cardeal Paulo Evaristo Arns (1970-1998); o cardeal Cláudio Hummes (1998-2006).
"Nossa missão eclesial é ajudar a cidade a valorizar suas raízes e a permanecer uma cidade humana e vivível; o Evangelho de Jesus Cristo precisa ser comunicado às novas gerações com convicção e alegria, para permear os novos ambientes de convivência e de organização da sociedade", enfatizou D. Odilo na abertura do ano jubilar.
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