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       São Paulo, 22/11/2008, 05:01          
 




Ministro Geral faz apelo à missão ad gentes

“A Província que não vive seu caráter missionário,
sofre de anemia do carisma”

Por José Carlos Freire, especial para o site


Com uma fala contundente, o Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei José Rodrígues Carballo, abordou o tema “A Missáo ad gentes e o impulso da Ordem Hoje” no Congresso Missionário da Ordem dos Frades Menores para a América Latina e Caribe, que se realiza na cidade de Córdoba, na Argentina. Frei José destacou as características da missão franciscana em outros povos. Em primeiro lugar, trata-se sempre de uma missáo internacional e intercultural; segundo, faz-se sempre necessário o apelo à inculturação; em terceiro lugar, destacou a comunhão e o diálogo com a Igreja Local; e por fim, acentuou o fato de que se tratam de estruturas simples e flexíveis, em constante diálogo com os mais pobres.

Em seguida, o Ministro destacou alguns aspectos das frarternidades missionárias que estão ligadas diretamente ao Governo Geral. Na Terra Santa, há 29 paróquias e outras ações, como projetos sociais e obras culturais; na Rússia e Casaquistão destaca-se o diálogo ecumênico entre franciscanos, ortodoxos e anglicanos; na Tailândia, ressaltou os projetos sociais, entre eles, um que atua diretamente na área do HIV/AIDS.

Além destes, Frei José ainda informou aos congressistas aspectos positivos e desafíos enfrentados pelas fraternidades missionárias na Birmânia, Sudão, China e Marrocos. Além disso, lembrou o importante papel exercido por fraternidades internacionais com objetivos missionários, como na Itália e em Istambul.

Para Frei José, alguns critérios devem animar a missão franciscana ad gentes: a internacionalidade e interculturalidade; a opção por regiões de fronteira; a opção pelos pobres; e a vivência da vocação franciscana.

No debate com os congressitas após a exposição, Frei José foi enfático: “A Província que não vive seu caráter missionário, sofre de anemia do carisma”. E ainda detacou que os frades que vão para a missáo devem ter condições de fazê-lo, visto que a missão não se configura como um trabalho de menor exigência. “O frade que não serve para ficar nas províncias, não serve para a missão”, completou.

Ao final, Frei José fez um apelo às Conferências da América Latina e às Províncias diretamente: “Gostaríamos que cada Província enviasse pelo menos um frade à missão ad gentes”. Nesse sentido, ressalvou a necessidade imediata de missionários no Marrocos e na Terra Santa. Por fim, o Ministro Geral acentou a importância de se viver, em cada entidade da Ordem, o espírito missionário. “Precisamos nos constituir como fraternidade em missão”, finalizou.

Acesse o blog do Congresso: http://congresomisioneroofmla.blogspot.com/

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