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       São Paulo, 22/11/2008, 05:50          
 



Por Moacir Beggo

A Igreja de São Francisco de Assis, na Vila Clementino, em São Paulo, lotou para ver o novo altar e a nova imagem do primeiro santo brasileiro, Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, que foram abençoados neste domingo (8/03), durante a celebração eucarística, presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Tomé Ferreira da Silva. A missa, que durou cerca de 2 horas, foi concelebrada pelos frades da Paróquia e da Sede da Província da Imaculada Conceição.

Depois da Comunhão, o pároco Frei Djamo Fuck explicou aos paroquianos que o altar foi uma doação dos filhos da Sra. Lilá Reginato, paroquiana devota de Frei Galvão, que faleceu dois meses antes da canonização do santo brasileiro. “Ela queria fazer esta doação e seu desejo foi realizado pelos seus filhos”, contou Frei Djalmo. A imagem de Frei Galvão foi abençoada por Dom Tomé e depois foi levada em procissão até o altar, que também foi abençoado.


A bela imagem de Frei Galvão tem 1m10 e foi construída pela fábrica especializada em imagens sacras, Artesanato Costa. Segundo Frei Djalmo, a devoção a Frei Galvão cresceu muito na paróquia. “Atualmente temos a Missa a Frei Galvão na primeira sexta-feira do mês, celebrada às 15 horas. É também a Missa da Unção dos Enfermos e da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. É a maior celebração que temos na paróquia e posso dizer que se trata de um ‘milagre’”, diz o pároco, ressaltando que neste horário da tarde, o trânsito de São Paulo já começa a ficar caótico tendo em vista o final de semana.

Segundo Frei Djalmo, é feita também a distribuição das Pílulas de Frei Galvão. O religioso frisa que a Igreja de São Francisco de Assis, na Vila Clementino, fica situada em meio à maior concentração de hospitais da cidade de São Paulo. “Devido a isso, acolhemos em nossas celebrações muitas pessoas que procuram esses hospitais e muitos idosos. Tanto que a Pastoral da Saúde fará a acolhida nesta celebração”, explica Frei Djalmo.

O franciscano reconhece que Frei Galvão não era muito lembrado pelos frades de sua própria Província da Imaculada. “Mas ele era muito lembrado pelo povo e essa devoção cresceu bastante depois da canonização. O povo tem uma aproximação simples e está muito ligado à questão da saúde. São muitos e emocionantes os relatos de curas”, reconhece o pároco, que criou uma Oficina de Frei Galvão às quartas-feiras, onde um grupo de senhoras prepara as pílulas de Frei Galvão.


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