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FREI ANDRÉ GAN ESCREVE SOBRE O
1º FÓRUM NOVAS GERAÇÕES E JUVENTUDES º
“Digam às gerações: avancem!” (Ex 14,15). Impulsionados por este convite, a CRB Inter-Regional Sudeste, promoveu o seu 1º Fórum Novas Gerações e Juventude, nos dias 28 e 29 de junho, na cidade de Belo Horizonte (MG). Organizado pela CRB da regional BH, contou com a presença animada das CRBs do ES, SP, RJ e ainda um grupo de jovens.
O que deve receber um grande destaque é a audácia em reunir sob o mesmo teto as Novas Gerações de religiosos (as) com um espírito renovador e a juventude. Sabemos da dívida que os religiosos da América Latina têm para com os jovens.
No dia 28, refletiu-se o tema “Novas Gerações e Juventudes na sociedade plural”, que provocou muitos questionamentos e inquietações em relação a nossa postura diante do jovem de hoje. Com a assessoria da Irmã Maria Lúcia Araújo da Silva, RCM (10 anos de trabalho dedicado aos jovens), buscamos compreender a situação atual do mundo religioso.
É doloroso saber que a maior intolerância ainda é a religiosa que, segundo a assessora, “é a mais repugnante. Nós não estamos conseguindo deixar de lado as nossas “estruturas petrificadas” e encontrar no pluralismo uma enriquecedora experiência da consciência humana e perceber os valores da acolhida do outro”.
O mundo pluralista nos apresenta uma juventude muito diversificada – o que não deve ser visto como negativo -, e o próprio uso do termo juventude se presta a generalizações. Diante das dificuldades neste âmbito, corremos um grave risco: o de padronizar tudo o que se refere aos jovens.
Sob susto de alguns e aplausos de muitos, a assessora afirmou que a “Vida Religiosa deve reler e atualizar seu carisma ou do contrário ela acaba... É urgente a Vida Religiosa Consagrada se comprometer com a causa da juventude, trabalhando com e para ela, ou não existe maneira de salvar a nossa Igreja. Está na hora da gente tomar vergonha na cara e encarar e acolher o jovem”.
Estamos preparados para ouvir os clamores dos jovens de hoje? No dia 29, assessorados pelo Pe Carlos Eduardo Cardoso, SDB, tentamos encontrar um caminho. O primeiro passo é o diálogo. “É necessário que o religioso tenha o mínimo de diálogo com os jovens”, afirmou Pe Carlos.
Outra característica é deixar o jovem caminhar por todas as suas fases. É preciso conhecer as fases de maturação de cada indivíduo. Tentar acelerar ou pular uma destas fases é totalmente desumano. Em relação ao jovem vocacionado, a Vida Religiosa precisa rever os seus “pseudos-democratismos”. O assessor conclui que ‘o verdadeiro discípulo de Cristo, deve abraçar, não apenas as causas da juventude, mas ao fazê-lo, precisa considerar o tripé: Vocação, Formação e Missão”.
Todo o Fórum foi pautado na 5º prioridade da CRB Nacional para o triênio 2007-2010: “Buscar novas formas de aproximação e presença junto das juventudes”. O encontro contou com a presença de 300 pessoas, na grande maioria jovens religiosos (as) e um significativo grupo de jovens.
“Encontrar, reconhecer, aproximar e marcar presença junto a esses jovens...” abrace esta causa.
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